O mercado de relógios de luxo de segunda mão tem movimentado valores expressivos, impulsionado principalmente pela estratégia adotada pela Rolex. Estimativas da consultoria WatchCharts projetam que, em 2025, as vendas do programa de usados da fabricante suíça alcançarão US$ 500 milhões.
Lançada em janeiro de 2023, a iniciativa já registrou receita superior a US$ 900 milhões, ao permitir que revendedores autorizados adquiram, autentiquem e revendam relógios usados, seguindo rigorosos padrões de manutenção estabelecidos pela Rolex. Depois desse processo, a empresa certifica os produtos e concede garantia de dois anos.
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No modelo de negócios, os revendedores ficam responsáveis pelo trabalho operacional, incluindo a definição dos preços, e recebem quase toda a remuneração das vendas.
Essa dinâmica visa garantir a autenticidade e a valorização dos produtos, mesmo no mercado secundário.
Valorização dos usados
Com a demanda por relógios Rolex ultrapassando a oferta — a produção anual gira em torno de 1,2 milhão de peças —, alguns modelos chegam a ser negociados a valores mais altos no mercado de usados do que nas lojas oficiais.
O interesse de colecionadores e entusiastas por esses itens cresce justamente pela possibilidade de aquisição imediata.
Dados do Morgan Stanley apontam que a Rolex detém atualmente 32% do setor mundial de relógios de luxo de segunda mão.
A empresa decidiu intervir no segmento de revendas e combater as falsificações para preservar sua reputação e proteger o mercado primário, já que seus produtos movimentam milhões de dólares anualmente no comércio informal.
Combate às falsificações e fortalecimento da marca
De acordo com o Wall Street Journal a Rolex é a marca de relógios de luxo mais falsificada do mundo.
Para conter esse problema, a empresa optou por garantir a autenticidade dos itens de segunda mão, mantendo altos padrões e restringindo o impacto das falsificações sobre sua imagem.
Embora a Rolex não tenha criado o programa de usados como fonte de receita adicional, a empresa entende que preservar o prestígio da marca é essencial.
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Por isso, prioriza parcerias com revendedores, mesmo direcionando parte do lucro a esses parceiros, em vez de centralizar as operações.
A análise do Morgan Stanley indica que consumidores aceitam pagar, em média, até 30% a mais por modelos usados que tenham certificados de autenticidade.
Segundo o relatório, a segurança de adquirir um produto não falsificado justifica o valor superior.
Desafios e tendências no mercado de luxo
Esse tipo de iniciativa ainda é incomum entre marcas de luxo, que temem prejuízos à imagem caso optem por comercializar usados.
Além disso, sites de revenda frequentemente oferecem grandes descontos e pouca transparência, o que pode desvalorizar os produtos dessas grifes.
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A fabricante Audemars Piguet também tentou implementar um programa semelhante, mas sua estratégia de definir unilateralmente os preços não encontrou boa aceitação entre os consumidores.
Entre os fabricantes, prevalece o entendimento de que a operação deve ser conduzida por revendedores, obedecendo regras rígidas para manter o valor das marcas.








































Os Roubos de Rolex irão aumentar exponencialmente.
O meu ( que levaram em Buanos Aires) já deve ter sido revendido inúmeras vezes…