Secretários pedem demissão depois de declaração de Guedes sobre teto de gastos

Bruno Funchal, Jeferson Bittencourt, Gildenora Batista Dantas e Rafael Araújo alegaram motivos pessoais para a decisão
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Equipe de Paulo Guedes no Ministério da Economia sofreu quatro baixas nesta quinta-feira
Equipe de Paulo Guedes no Ministério da Economia sofreu quatro baixas nesta quinta-feira | Foto: Washington Costa/Ministério da Economia

As declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre um possível descumprimento do teto de gastos, que levaram à alta do dólar, seguem causando forte impacto. Nesta quinta-feira, 21, quatro secretários da pasta pediram demissão e deixaram o governo federal.

O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração a Guedes. Gildenora Batista Dantas Milhomem, secretária especial adjunta de Tesouro e Orçamento, e Rafael Araújo, secretário-adjunto do Tesouro Nacional, também deixaram o governo.

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“A decisão […] é de ordem pessoal. Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país”, diz uma nota divulgada pelo Ministério da Economia.

Na quarta-feira 20, Guedes disse que o governo federal cogita pedir um “waiver”, uma espécie de “licença” de R$ 30 bilhões para o teto de gastos, de forma que seja possível gastar com o Auxílio Brasil. De acordo com o ministro da Economia, seria uma “licença para gastar essa camada temporária de proteção dos mais frágeis”, o que atenuaria “o impacto socioeconômico da pandemia”.

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16 comentários Ver comentários

  1. Problemas existem, como sempre houveram e haverão.
    É preciso mais união e busca de soluções.
    É facilimo apontar dedos, mas não ajuda o país. Precisamos de propostas realistas e concretas.
    O “fica em casa” devastou a economia informal. Essa multidão não pode ser negligenciada.
    A equação é difícil.

  2. Será que tem economista sério que tem saudades dos economistas do PT e de alguns pavões do psdb, e desse nefasto passado da corrupção, das estatais quebradas, da recessão, inflação e esquecem que estamos há 18 meses em uma pandemia mundial? Que inteligência financeira, fiscal e econômica tem nosso atual mercado financeiro a não ser especular e jogar? Espero que quem tenha juízo mantenha seu apoio para salvar o pais do nefasto passado.

    1. Perfeito Antônio Carlos! Esses economistas, que estão em debandada, são jovens que devem ter sofrido a influência Paulo Freire.

  3. Ninguém metece herdar essa bomba, o mercado financeiro vai estribuchar, o gado relinchar, mas é o ónus da incompetência, o preço a pagar mas a conta vai chegar, e daí kkkkkkkkkkkkk

    1. Maciel Gomes, você é burro isso tudo ou está apenas de gozação! Primeiro na pandemia a economia de todos os países entraram em colapso, vide economia dos Estados Unidos e da Europa, a do Brasil foi uma das menos afetadas, e não foi devido a sua turma. Segundo o mercado financeiro e dominado ou controlado pelos bancos, que q

      1. Ops.: que sabem que ganhar dinheiro em mercado de primeiro mundo o sarrafo a mais em cima.

  4. Todos cuidando do currículo, são tecnocratas que não sabem como as pessoas comuns vivem. Lógico que não queremos farra com dinheiro público, mas um pós pandemia com a inflação alta é natural que os mais vulneráveis precisam de apoio neste momento.

  5. Abandonaram o desgoverno à própria sorte, cheiro de sangue e de morte nas ruas, não querem compactuar e carregar esse peso nas costas depois, esse carma ficará para o bozo e famílicia e quando guedes perceber, cai fora na hora!

  6. É o governo do voucher, debandada geral da trupe, abandonando o barco à deriva e naufragando a olhos vistos, desastre à vista, cheiro de fim de festa e terra arrasada, perceberam que o desgoverno acabou, quem ficar por último que apague a luz!!!

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