Uma dose do pensamento de Milton Friedman

Economista norte-americano foi um dos principais representantes das ideias liberais
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Não existe almoço grátis, segundo Milton Friedman
Não existe almoço grátis, segundo Milton Friedman | Foto: Reprodução/Medium

O economista norte-americano Milton Friedman (1912-2006) foi um dos principais representantes da Escola de Chicago, especializada em disseminar os valores do liberalismo econômico. Em virtude de seu trabalho sobre o papel do dinheiro na inflação, Friedman recebeu o Prêmio Nobel de Economia (1976).

Sua obra influenciou diversos políticos. Na década de 1980, Friedman participou do Comitê de Política Econômica de Ronald Reagan, então presidente dos Estados Unidos, e atuou como consultor da primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher. Ele também contribuiu com o programa de privatizações instaurado no Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Friedman é autor de uma das frases mais reproduzidas nos debates econômicos: “Não existe almoço grátis”. Na prática, o autor do livro Free to Choose quis dizer que é impossível o governo conceder benefícios à população sem cobrar algo em troca. Os privilégios são distribuídos a grupos específicos, mas quem paga a conta, via impostos, é a maioria dos trabalhadores.

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Para o Chicago Boy, os indivíduos sabem como gastar seu dinheiro melhor que qualquer político. A seguir, algumas doses do pensamento de Milton Friedman.

“Se puserem o governo para administrar o Deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.”

“Uma sociedade que põe a igualdade antes da liberdade acabará por ficar sem nenhuma.”

“As grandes conquistas da civilização não saem das agências governamentais. Einstein não construiu sua teoria por ordem de um burocrata.”

“Por trás da maioria dos argumentos contra o livre mercado, está o desgosto pela própria ideia de liberdade.”

“Nada é tão permanente quanto um programa temporário do governo.”

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15 comentários Ver comentários

  1. Um dos grandes economistas do século passado. Economia deveria ser ensinado nas escolas, mas com certeza dariam um jeito de transformar a matéria em um viés social-partidário, como acontece hoje em universidades e escolas públicas com seus professores militantes de esquerda.

  2. Curiosamente, a frase: Nada é tão permanente quanto um programa temporário do Governo, é atribuída à Ronald Regan, também. O Roberto Campos “Bob Fields” também tinha algumas frases engraçadas: Existem 2 saídas para o Brasil, Guarulhos e Congonhas. O capitalismo é o pior sistema econômico, com exceção dos demais. Esses economistas são mesmo uma piada.

  3. Não conheço a obra do Friedman. Mas algumas de suas frases são patéticas. “Se o governo administrar o deserto do Saarra, em pouco tempo faltará areia”. Isso me parece com alguma piada dos Trapalhões. Existe uma frase também patética que os economistas previram 9 das últimas duas grandes crises econômicas.

    1. Deixe o governo, principalmente o de esquerda, administrar o seu dinheiro. Só depois disto e que você entenderá a metáfora da areia do deserto.

    2. É fácil prever crises, pois são as elites que criam e os economistas tentam culpar algo, mais, jamais afirmam que são os culpados do mundo estar assim, eles enriquecendo com as crises e os não usurpadores empobrecendo. Eles tentam mudar a ótica de quem corrói o mundo.

    3. Uma geração de analfabetos funcionais é a grande comprovação científica desta frase. Deixamos a esquerda administrar a educação pública por anos…

    4. O grande problema desses analfabetos funcionais de esquerda é que eles só entendem as coisas ao pé-da-letra, eles desconhecem o significado de metáforas. São intelectualmente muito limitados.

      1. Conheço o significado das metáforas. Mas prefiro as alegorias, anedotas ou parábolas.

  4. Milton Friedman foi fantástico, quase insuperável em seus debates. Ainda que não tivesse a grandeza de um Hayek ou Mises, sua contribuição para o pensamento livre e pela liberdade foi imensa. A revista e o autor desta matéria estão de parabéns.

    1. Olá, Alberto. Obrigado pelo comentário.

      Também tenho predileção pelos austríacos, sobretudo pelo Mises. Ainda assim, é inegável a grandeza do Friedman.

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