Uma paralisação de um dia interrompeu as atividades na TVT, emissora ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e mantida também pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, nesta sexta-feira 6.
Jornalistas e radialistas suspenderam suas funções para pressionar por avanços concretos nas negociações salariais, que se arrastam desde 2 de outubro do ano passado.
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No início do dia, dezenas de profissionais protestaram em frente à redação da TVT, localizada na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo.
Durante a greve, o Jornal da Manhã foi transmitido a partir de um estúdio terceirizado, fato que gerou críticas dos grevistas quanto ao uso de recursos para contratar estruturas e equipes externas em vez de utilizar em favor dos trabalhadores em mobilização.
Reivindicações centrais dos trabalhadores
Entre as reivindicações centrais, os funcionários cobram: manutenção do vale-refeição de R$ 35 durante o período de férias e estabilidade para um representante eleito dos trabalhadores na empresa.
Segundo Girrana Rodrigues, jornalista e dirigente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP), os funcionários abriram mão “de muitas coisas importantes ao longo do processo de negociação, mas essas duas pautas são fundamentais.”
“Os trabalhadores também precisam comer quando estão de férias”, afirmou ao Portal dos Jornalistas.
Na manifestação, Alexandre Linares, dirigente sindical, pontuou: “Seja um trabalhador bancário ou um trabalhador metalúrgico, tem direito a receber seu vale-refeição durante as férias. Por que os jornalistas e radialistas da TVT não devem receber o VR durante as férias?”.
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“Estamos aqui para reivindicar um direito legítimo”, afirmou Linares. “E queremos o respeito à representação dos trabalhadores. Não custa nada reconhecer a estabilidade para um representante eleito no local de trabalho.”
Rafael Benaque, também dirigente sindical, disse que “os trabalhadores da TVT exigem uma negociação efetiva com a direção da emissora”.
“Há muitos jornalistas profissionais contratados com outras funções, mas que exercem trabalho jornalístico e recebem salários inferiores”, continuou Benaque. “Uma TV que se apresenta como TV dos Trabalhadores, com origem sindical, nos obriga a fazer uma manifestação como esta.”
Greve continua
Segundo o presidente do SJSP, Thiago Tanji, até o momento, “não houve diálogo efetivo”.
“Nunca tínhamos feito uma paralisação”, disse Tanji. “É muito importante que radialistas e jornalistas estejam juntos nesta mobilização. Há quatro ou cinco anos falávamos em paralisação, mas nunca a realizamos. Hoje, finalmente, estamos fazendo essa paralisação.”
Ao final do ato na Avenida Paulista, o presidente do sindicato propôs à assembleia que a greve continuasse e que uma comissão de trabalhadores, junto com os sindicatos, formasse o grupo responsável pelas próximas negociações.









































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