-Publicidade-

Preso, deputado do PSL é denunciado pela Procuradoria-Geral da República

Para o órgão, Daniel Silveira foi responsável por 'agressões verbais e graves ameaças contra ministros' do STF
O deputado Daniel Silveira: preso a mando do STF e denunciado pela PGR
O deputado Daniel Silveira: preso a mando do STF e denunciado pela PGR | Foto: Plínio Xavier/Agência Câmara

Mais um revés para o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) nesta quarta-feira, 17. Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por unanimidade a manutenção de sua prisão, o parlamentar caiu na mira do Ministério Público Federal (MPF). Isso porque ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Leia mais: “Partidos de esquerda vão representar contra Daniel Silveira no Conselho de Ética”

Assinada pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, a denúncia ressalta que Silveira foi além de questões protegidas pela imunidade parlamentar. Entre outros pontos, o representante do MPF fala em “agressões verbais e graves ameaças contra ministros” do STF. O membro da PGR ainda analisou que ele instigou animosidade entre as Forças Armadas e a Suprema Corte brasileira.

A denúncia formulada por Jacques de Medeiros não fica restrita, contudo, ao vídeo divulgado na terça-feira 16 por Daniel Silveira nas redes sociais — material que fez o ministro Alexandre de Moraes determinar sua prisão. Apresentado formalmente ao STF nesta quarta-feira, 17, o documento da PGR também faz referências a conteúdos protagonizados pelo deputado em novembro e dezembro do ano passado. “Na ditadura você é livre, na democracia é preso!” e “Convoquei as Forças Armadas para intervir no STF” foram os títulos dos vídeos, respectivamente, informa a equipe de comunicação do MPF.

“Insultos, ameaças e impropérios dirigidos aos ministros do Supremo”

“Neste último vídeo, não só há uma escalada em relação ao número de insultos, ameaças e impropérios dirigidos aos ministros do Supremo, mas também uma incitação à animosidade entre as Forças Armadas e o tribunal, quando o denunciado, fazendo alusão às nefastas consequências que advieram do Ato Institucional nº 5 […], cita expressamente a cassação de ministros do Supremo, instiga os membros da Corte a prenderem o general Eduardo Villas Bôas, de modo a provocar uma ruptura institucional”, afirma Jacques de Medeiros em trecho da denúncia contra o deputado federal do PSL.

Além da denúncia da PGR

Eleito em 2018 pelo PSL do Rio de Janeiro, Daniel Silveira é um ex-policial militar e entrou na política partidária como apoiador do então presidenciável Jair Bolsonaro. Alvo nos inquéritos sobre fake news e atos antidemocráticos que correm no STF, ele foi preso na noite da terça-feira 16 por agentes da Polícia Federal, que cumpriram ordem vinda do ministro Alexandre de Moraes, do STF. De acordo com o magistrado, a prisão fez-se necessária porque entendeu que o parlamentar teria sido flagrado promovendo ações contra o Estado democrático de Direito — entendimento esse contestado pela advogada do congressista e por juristas.

Leia também: “A mágica e os milhões dos grandes escritórios de advocacia”, reportagem publicada na Edição 43 da Revista Oeste

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.
-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.
R$ 19,90 por mês