Anthony Fauci atuou para desacreditar cientistas antilockdown, revelam e-mails

Mensagens mostram o médico delineando estratégias contra um grupo de pesquisadores favoráveis ao isolamento vertical
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Fauci se tornou oráculo de questões sobre a pandemia de coronavírus
Fauci se tornou oráculo de questões sobre a pandemia de coronavírus | Foto: Chandler West/Casa Branca

Novos e-mails revelam que o imunologista Anthony Fauci, conselheiro médico do presidente Joe Biden, agiu para desmoralizar cientistas contrários ao lockdown. A articulação teve a ajuda do geneticista Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais da Saúde dos EUA, vinculados ao governo.

As mensagens foram obtidas por meio da “lei de acesso à informação” norte-americana, a pedido do think tank Instituto Americano de Pesquisa Econômica (Aier) e publicadas no site do Aier, no domingo 19. O conteúdo revela os bastidores de uma história polêmica que se desenrolou em outubro de 2020.

Naquele mês, o Aier lançou a Declaração de Great Barrington. Trata-se de um estudo que defende o isolamento vertical, em que populações de alto risco para a covid-19, como idosos ou pessoas com problemas de saúde, ficam em isolamento. Em contrapartida, os menos suscetíveis à doença voltam à vida normal.

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O conteúdo dos e-mails

“A proposta dos três epidemiologistas marginais parece estar recebendo muita atenção — e até mesmo uma coassinatura do ganhador do Prêmio Nobel Michael Levitt”, escreveu o doutor Collins, a Fauci. “É necessário que haja uma publicação rápida e devastadora de suas instalações. Está em andamento?”

Em resposta, Fauci garantiu que a “derrubada” estava em andamento. “Estou colando abaixo um trecho da revista Wired que desmascara Great Barrington”. Collins então envia a Fauci um artigo de opinião da semanal The Nation, também refutando as teses propostas no levantamento de Great Barrington.

Dias depois, Collins concedeu uma entrevista ao jornal Washington Post intitulada “Proposta para acelerar a imunidade coletiva ao coronavírus chama a atenção da Casa Branca, mas apavora os principais cientistas”. Collins enviou o link para Fauci tomar conhecimento dos passos do colega na mídia.

Collins, trabalhando sob o comando do então presidente, Donald Trump, escreveu: “Minhas citações são precisas, mas não serão apreciadas na Casa Branca”. Fauci respondeu aludindo às eleições: “Estão muito ocupados com outras coisas para se preocuparem com isso. O que você disse foi correto.”

Pesquisa abominada por Anthony Fauci

Publicada em 4 de outubro de 2020, a Declaração de Great Barrington sugere que o aumento da infecção por coronavírus de pessoas com menor risco criaria a imunidade de rebanho.

O trabalho foi assinado pelos professores universitários Martin Kulldorff (Harvard); Sunetra Gupta (Oxford); e Jay Bhattacharya (Stanford) — à época, ganhou a simpatia do Nobel de Química Michael Levitt.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) rebateu a tese dos cientistas. Segundo a OMS, a proposta é uma estratégia perigosa, antiética e carece de base científica sólida.

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9 comentários Ver comentários

  1. Alguns contrassensos que se apropriaram da bandeira da Ciência:

    1) o repúdio ao tratamento precoce, inclusive com atitudes e experimentos tresloucados para condenar medicamentos de baixo custo que poderiam ser empregados com relativo sucesso;

    2) a imposição do isolamento horizontal, apesar de todas as evidências de que existiam grupos de alto risco (idosos e portadores de comorbidades), grupos de baixo risco (adultos e jovens saudáveis) e até grupos de baixíssimo risco (as crianças);

    3) a transformação da “imunidade de rebanho” em ideia condenável, apesar de ser consagrada no campo da saúde; na prática, ela está acontecendo em virtude da subnotificação de casos leves ou assintomáticos; o problema são as novas cepas (ver o item seguinte);

    4) a defesa da vacinação em massa com substâncias que de fato não são vacinas (não impedem a aquisição e transmissão da doença), apesar de alertas de respeitados especialistas de que isso facilitaria o surgimento de mutações (novas cepas) com características imprevisíveis, o que foi amplamente confirmado.

    O resultado dessa insanidade (será?):

    – lucro astronômico para as “big pharma”;
    – desestabilização das economias ocidentais;
    – surgimento de um autoritarismo nazifascista que a humanidade acreditava já ter sepultado.

    E não se sabe ainda os efeitos colaterais de longo prazo de alguns dos “imunizantes” que estão sendo aplicados em massa e compulsoriamente até em crianças.

    Se sobrevivermos a tudo isso será por pura sorte.

  2. A “ciência” hoje é isso. Assim como a lorota das mudanças climáticas, é praticada na base da mentira, marketing e destruição de reputações. Tudo feito por um consórcio de pseudo cientistas mercenários, imprensa e políticos esquerdopatas.

  3. Quando éramos uma sociedade normal, onde homens lutavam e exerciam seus princípios e ideais cristãos, jamais que idéias absurdas e sinistras de gente sem caráter (comunistas), teriam se tornado regras e conceitos para um povo de qualquer nação, mas vivemos tempos sombrios onde bom senso e coragem já não existem mais.

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