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China fecha o cerco sobre ex-funcionários de Trump

Vinte e oito pessoas estão proibidas de entrar no país asiático e negociar com empresas ligadas à ditadura oriental
Lista inclui nomes críticos à ditadura do país asiático
Lista inclui nomes críticos à ditadura do país asiático | Foto: Divulgação/Flickr

Horas depois da posse de Joe Biden, o Partido Comunista da China (PCC) impôs sanções a 28 ex-funcionários de Donald Trump. Entre os alvos está Mike Pompeo, que serviu como secretário de Estado dos EUA, e criticou duramente a ditadura asiática. Em um documento divulgado na quarta-feira 20, o Ministério das Relações Exteriores do país oriental justificou a ação: “[Nos últimos anos], alguns políticos anti-China nos Estados Unidos, movidos por interesses egoístas e preconceituosos contra a China, ofenderam o povo chinês e perturbaram seriamente a relação entre Washington e Pequim”.

Ainda conforme o regime, “funcionários do governo republicano planejaram, promoveram e executaram uma série de movimentos malucos, interferiram gravemente nos assuntos internos da China e minaram nossos interesses”. Sendo assim, Pequim decidiu punir o grupo de servidores e pessoas próximas a eles “por violarem gravemente a soberania chinesa”. A partir de agora, essas pessoas e seus familiares estão proibidos de entrar na China, em Hong Kong e em Macau. Além disso, estão impedidas de fazer negócios com o país asiático e com qualquer empresa ou instituição ligadas ao governo.

Entre outros nomes, fazem parte da “lista negra” o ex-assessor comercial Peter Navarro, o ex-conselheiro de Segurança Nacional Robert O’Brien, o ex-subsecretário para o Leste Asiático e Assuntos do Pacífico David Stilwell, o ex-secretário de Saúde Alex Azar e a ex-enviada na Organização das Nações Unidas Kelly Craft. Também o PCC decidiu retaliar o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton e o ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon. Durante a gestão Trump, os agora alvos do secretário-geral do PCC, Xi Jinping, acusaram a ditadura de criar o surto de covid-19 para desestabilizar o mundo e de esconder o potencial da doença.

Leia também: “Como surgiu o novo coronavírus?”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na edição 43 da Revista Oeste

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7 comentários

  1. Por que raios o Mike Pompeo iria querer pôr os pés na China? Rsrsr! Em sua arrogância, os chineses perdem qualquer senso de proporção.

  2. A China só é a segunda economia do mundo, porque soube aproveitar as melhores tecnologias , principalmente ocidental; produzir com mão de obra barata e vender para quem tem dinheiro, que são os países capitalistas. Os países comunistas não tem dinheiro para comprar nada, por consequência não ajudaram a China à enriquecer.

  3. “[Nos últimos anos], alguns políticos anti-China nos Estados Unidos, movidos por interesses egoístas e preconceituosos contra a China, ofenderam o povo chinês e perturbaram seriamente a relação entre Washington e Pequim”. Pompeo não ofendeu o povo chinês, ao contrário, ele está defendendo o povo chinês que está sofrendo há muitos e muitos anos sem liberedade e vivendo debaixo de uma ditadura genocida que censura, prende e mata todos os que ousam criticar e não aceitam viver debaixo desse regime diabólico. Não existe liberdade de expressão para o povo, portanto, não há respeito a direitos básicos. Pompeo está certo em suas críticas.

    1. Corretíssimo, Edson. O Partido Comunista Chinês sempre usa essa técnica: qualquer crítica a ele é revidada como um insulto ao povo chinês e sua tradição milenar (configurando xenofobia e racismo, pecados mortais no ocidente “politicamente correto”). Devemos lembrar que o PCC representa um regime golpista e apóstata; o verdadeiro e legítimo governo chinês, herdeiro da república, se encontra em Taiwan.

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