Com Ômicron, Israel pode alcançar imunidade de rebanho

País registrou quase 27 mil novos casos na semana passada, marcando um aumento de 200% em comparação com a semana anterior
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Foto: Ilustração/Pixabay
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O diretor-geral do Ministério da Saúde de Israel, Nachman Ash, disse neste domingo, 2, que Israel pode alcançar a imunidade de rebanho em meio ao aumento de infecções causadas pela variante Ômicron do coronavírus.

“O preço da imunidade coletiva são muitas infecções, e pode ser o que acontecerá”, disse Ash à Rádio 103FM. “Os números precisam ser altos para alcançar a imunidade do rebanho; isso é algo que é possível. ”

O diretor-geral do Ministério da Saúde afirmou ainda que a discussão neste momento gira em torno de definir políticas públicas eficazes diante do aumento dos casos de covid. “O dilema está em face de muitas infecções — continuar com a política de isolamento [para crianças expostas ao Omicron] ou mudar para outra política, por exemplo, que as crianças vacinadas podem vir [para a escola] enquanto fazem os testes diários”, disse ele . “Estas são coisas que estamos considerando agora.”

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“Não queremos fechar escolas”, disse Ash. “É uma decisão complexa. Precisamos pensar se vamos permitir o aprendizado com testes e vacinas ou mudar para uma política de estudo remoto.

O Instituto de Ciência Weizmann informou que entre dois e quatro milhões de israelenses podem acabar sendo infectados com a variante ômicron do coronavírus nas próximas três semanas. Israel registrou quase 27 mil novos casos na semana passada, marcando um aumento de 200% em comparação com a semana anterior. As informações são do jornal Jerusalem Post.

Embora o número de casos de covid esteja subindo em vários países do mundo, as mortes não aumentaram na mesma proporção, indicando que a Ômicron é menos letal que outras variantes.

Estudos indicam que nova variante é menos agressiva

Embora a variante Ômicron seja classificada como “altamente contagiosa” e mais transmissível que a Delta, um estudo sul-africano sugere que a nova cepa é menos agressiva.  De acordo com os cientistas, as chances de uma pessoa infectada pela Ômicron ser hospitalizada é 70% menor em comparação com a infecção por Delta. O estudo liderado por pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD), foi publicado na plataforma Medrxiv como pré-print, ou seja, ainda aguarda revisão dos pares (até a última terça-feira, 21).

A baixa severidade da Ômicron, segundo a pesquisa, pode estar relacionada ao avanço da vacinação na população, fazendo com que as pessoas que foram infectadas pela nova variante desenvolvam sintomas leves.

Outro estudo, conduzido pelo Instituto de Imunologia Terapêutica e Doenças Infecciosas da Universidade de Cambridge, revelou que a variante Ômicron afeta menos os pulmões que as demais variações do coronavírus. Os cientistas verificaram que, apesar de mais contagiosa, a variante Ômicron é menos eficiente para se propagar pelas células do pulmão. Essa caraterística pode resultar em um número menor de pacientes com doenças respiratórias graves.

Variante das Vacinas

Pela observação das infecções causadas pela Ômicron até agora, há sinais de que as mutações podem contribuir para o fim da pandemia. “Se a proteína spike, que é tóxica, mudar demais, ela pode perder a toxicidade. E aí os casos ficam mais leves”, explica o clínico geral Roberto Zeballos, doutor em imunologia. “Não se pode esquecer que o que coloca a vida do paciente em risco é a resposta inflamatória diante dessa proteína.” Ainda faltam estudos concretos, mas a teoria é interessante: se a Ômicron causar apenas sintomas leves, como o de um resfriado comum, e conseguir se multiplicar a ponto de se tornar dominante, deslocando as mais letais, a contaminação pela nova cepa aumentará o número de pessoas com imunidade natural, funcionando como uma espécie de “Variante das Vacinas”.

Leia mais em: “A Era do pânico”, reportagem publicada na Edição 90 da Revista Oeste

 

 

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