O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, nesta sexta-feira, 22, a resolução que pede o aumento da ajuda humanitária aos civis na Faixa de Gaza.
Depois de quase uma semana de negociação para evitar que os Estados Unidos, principal aliado de Israel, vetassem o texto, houve a aprovação de uma versão diluída do documento. O conselho excluiu a parte que pedia a “suspensão urgente das hostilidades” no enclave.
Receba nossas atualizações
Leia mais: “O veneno antissemita”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 187 da Revista Oeste
Os Estados Unidos já haviam usado o poder de veto como membro permanente do conselho duas vezes para barrar resoluções que pediam cessar-fogo em Gaza. Dessa vez, decidiram se abster.
Depois de ser suspensa repetidas vezes durante a semana, enquanto o texto era modificado para garantir o apoio de Washington, a votação terminou com 13 votos a favor e nenhum contrário. Além dos EUA, a Rússia, que também é membro permanente do conselho, se absteve. Moscou havia sugerido uma alteração que incluía a pausa nos combates, ao que a Casa Branca se opõe.
Na ONU, Estados Unidos alegam que Israel tem direito de se defender
Principal aliado de Israel, os Estados Unidos têm repetido que Tel-Aviv tem o direito de se defender e que o cessar-fogo não trará a paz duradoura para região. Recentemente, no entanto, o governo Joe Biden alertou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estava começando a “perder apoio” depois que os dois lados expressaram publicamente as suas divergências sobre o futuro de Gaza. De lá para cá, a Casa Branca tem elevado a pressão para garantir a proteção dos civis no enclave palestino.
Leia também: “Familiares de reféns se encontram com secretário-geral da ONU”
A resolução apresentada pelos Emirados Árabes Unidos, o único país árabe atualmente no conselho de 15 membros, apela às partes em conflito em Gaza que permitam a utilização de “todas as rotas disponíveis” para Gaza para entrega de ajuda, segundo o rascunho distribuído antes da votação. No lugar da “suspensão urgente das hostilidades”, o conselho pede que se estabeleçam “condições para uma cessação sustentável das hostilidades”.
“Sabemos que este não é um texto perfeito, sabemos que apenas um cessar-fogo acabará com o sofrimento”, disse Lana Nusseibeh, embaixadora dos Emirados Árabes Unidos que tem liderado as negociações.
+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste
Revista Oeste, com informações da Agência Estado






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.