Estudo quer entender reações alérgicas após vacina da Pfizer e Moderna contra covid

Pesquisa é conduzida pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos
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Ilustração | Foto: Shutterstock
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O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos realiza um estudo para entender uma classe de efeitos adversos das vacinas de mRNA (RNA mensageiro) contra a covid-19: as reações alérgicas sistêmicas raras, mas potencialmente graves, depois da aplicação das vacinas da Pfizer e da Moderna. A pesquisa não deve investigar a relação com casos graves (anafilaxia). As informações foram divulgadas pelo National Institutes of Health na última quarta-feira, 9.

“No geral, reações alérgicas graves às vacinas de mRNA contra a covid-19, incluindo reações de anafilaxia com risco de vida, como pressão arterial baixa e dificuldade para respirar, são raras, na ordem de cinco casos por milhão de doses de vacina administradas”, explica Pamela Guerrerio, do laboratório de Doenças Alérgicas do Niaid, em comunicado.

“Nosso estudo visa a fornecer uma melhor compreensão dos mecanismos responsáveis ​​por reações alérgicas sistêmicas, como urticária, inchaço, dificuldade para respirar e tontura ou desmaio”, disse a pesquisadora.

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Como será o estudo

O estudo vai envolver 100 pessoas, com idades entre 16 e 69 anos. Os pesquisados buscam participantes que experimentaram uma reação alérgica sistêmica leve ou moderada depois da primeira dose da vacina de mRNA da PFizer ou da Moderna. Não serão recrutadas pessoas que desenvolveram reações alérgicas graves (anafilaxia) após a primeira dose da vacina.

Os voluntários devem receber uma segunda dose da mesma vacina, mas a aplicação será feita em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a fim de controlar eventuais reações alérgicas potencialmente graves. O tempo de permanência na UTI de cada participante deve ser de no mínimo quatro dias.

Além de receberem a vacina original contra covid, os participantes também receberão uma dose de placebo ( substância sem eficácia), mas não saberão a ordem das aplicações.

Segundo os pesquisadores do Niaid, os voluntários passarão por testes respiratórios e coletas de sangue, além de preencher questionários sobre saúde mental antes, no momento e nos meses seguintes à vacinação. Os participantes também serão entrevistados semanalmente e deverão retornar ao hospital uma vez por mês durante cinco meses para avaliação médica.

Depois do período de acompanhamento, os participantes que tolerarem a segunda dose da vacina com nenhum ou apenas sintomas leves receberão uma dose de reforço.

 

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