Os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Caribe nos últimos dias. Drones de vigilância do modelo MQ-9 Reaper foram avistados no Aeroporto Rafael Hernández, em Aguadilla, no território de Porto Rico, enquanto novas aeronaves e embarcações militares passaram a operar na região.
A mobilização ocorre em meio ao agravamento das relações entre Washington e Caracas. Além dos drones, os EUA deslocaram aeronaves de transporte Osprey, aviões militares MC-130J Commando II, caças e navios de guerra, além de manterem um porta-aviões em operação nas águas do Caribe.
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Autoridades norte-americanas afirmam que o reforço tem como objetivo combater o tráfico internacional de drogas, principalmente rotas que sairiam da América do Sul em direção à América do Norte. O governo dos EUA sustenta que organizações criminosas ligadas ao narcotráfico estariam utilizando o território venezuelano como ponto estratégico de atuação.
EUA sobem o tom com a Venezuela
O presidente Donald Trump tem adotado um posicionamento mais firme em relação à Venezuela. Nos últimos meses, o republicano acusou publicamente a ditadura de Nicolás Maduro de permitir o envio de drogas aos EUA e chegou a ameaçar ataques diretos contra estruturas utilizadas por organizações criminosas.
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Segundo fontes militares ouvidas pela agência Reuters, o governo norte-americano também autorizou a ampliação de operações sigilosas da Agência Central de Inteligência (CIA) na região, com foco em monitoramento, inteligência e ações preventivas.
Além disso, embarcações suspeitas de transportar entorpecentes têm sido interceptadas e, em alguns casos, atacadas, por forças norte-americanas. Essas ações provocaram críticas de outros países, que classificaram os episódios como possíveis violações do Direito Internacional.
+ Quem são os aliados dos EUA no Caribe contra Maduro
O regime venezuelano reagiu à movimentação militar norte-americana. O ditador Nicolás Maduro acusou os EUA de tentarem impor uma “dominação colonial” sobre o país e afirmou que o reforço militar representa uma ameaça direta à soberania nacional.
Autoridades de Caracas também afirmam que as acusações de envolvimento com o narcotráfico são parte de uma estratégia política para justificar pressões diplomáticas e ações militares na região.

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