O assistente do Secretário de Guerra dos EUA e porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou o envio do porta-aviões Geral R. Ford para o Mar do Caribe. Anunciada nesta sexta-feira, 24, a medida integra a diretiva do presidente norte-americano, Donald Trump, para desmantelar o narcoterrorismo venezuelano.
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Parnell publicou no X: “A presença reforçada das forças norte-americanas na região aumentará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper atividades e agentes ilícitos que ameaçam a segurança e a prosperidade do país e a estabilidade no Hemisfério Ocidental”.
O Gerald R. Ford tem propulsão nuclear e é considerado o maior navio de guerra do mundo. O porta-aviões norte-americano abriga uma tripulação de 4,5 mil militares e comporta até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. Com 333 metros de comprimento, 41 de largura e peso de 100 mil toneladas, o navio alcança velocidade superior a 30 nós, o equivalente a 56 km/h.
O armamento inclui lançadores de mísseis antiaéreos de curto e médio alcance, sistemas de defesa de proximidade e metralhadoras Browning M2 calibre 12,7 milímetros. Segundo a Marinha dos EUA, o Gerald R. Ford conta ainda com um sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves e um equipamento de parada considerado inovador.
Estratégia militar norte-americana no Caribe
Trump prepara uma ação militar na costa da Venezuela que pode enfraquecer o governo do ditador Nicolás Maduro. O jornal The Washington Post revelou, na quarta-feira 22, que o presidente dos EUA assinou um documento confidencial que permite que a Agência Central de Inteligência (CIA) execute “ações agressivas” contra autoridades venezuelanas e grupos ligados ao narcotráfico.
O texto referente à CIA não determina explicitamente a saída de Maduro, mas abre caminho para medidas que podem resultar nesse desfecho. A iniciativa faz parte da operação no Mar do Caribe, onde os EUA afirmam atuar contra o tráfico internacional de drogas. “Temos muitas drogas que chegam da Venezuela e muitas delas chegam pelo mar”, declarou Trump a jornalistas. “Vamos interceptá-las também por terra.”
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