Poucas horas depois da assinatura do acordo de paz em Sharm El Sheik, no Egito, o grupo terrorista Hamas levou adiante uma serie de ataques contra grupos rivais na Faixa de Gaza. Desde a segunda-feira 13, os terroristas assassinaram pelo menos 27 pessoas.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram integrantes do Hamas executando em praças públicas membros de clãs rivais. Os assassinados foram acusados de terem colaborado com as Forças de Defesa de Israel, que, com o acordo de paz, deixaram boa parte do enclave palestino.
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No bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, mais de 300 terroristas atacaram homens do poderoso clã Doghmush, que resistiram, gerando um tiroteio. Entre os feridos está o filho de Naim Basem, ex-ministro da Saúde de Gaza, que faz parte da liderança política do Hamas e vive entre Doha e Istambul.
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Segundo o Ministério do Interior de Gaza, órgão controlado pelo Hamas, “qualquer atividade armada fora do contexto da resistência será tratada com firmeza”. A entidade salientou que o tiroteio em Tel al-Hawa foi apenas “restauração da ordem” por parte das “nossas forças”.
Hamas já assassinou rivais no passado
Não é a primeira vez que o Hamas e o Doghmush entram em confronto. O Doghmush é um dos maiores, mais ricos e mais bem organizados clãs de Gaza. Quando o Hamas tomou o poder violentamente em 2007, matando pelo menos 700 integrantes da Autoridade Nacional Palestina e do aparato de segurança do partido Fatah, alguns membros do clã se juntaram às Brigadas Qassam, mas o restante da família se voltou contra os terroristas, o que resultou na morte de ao menos dez integrantes do clã.
O clã dos Hillis sofreu o mesmo destino, com dezenas de seus integrantes assassinados ao longo dos anos pelo Hamas. Outra família de Gaza que detesta o Hamas, os Al-Majidas, entrou em confronto com os terroristas na semana passada.
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Os clãs querem vingança. E estão tentando aproveitar do momento de grande caos em Gaza. O Hamas sabe disso e quer antecipar os ataques.
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Terroristas de novo nas ruas
Os terroristas do Hamas saíram dos túneis e voltaram às ruas e ao poder na Faixa de Gaza. Pelo menos 7 mil integrantes do grupo, mascarados e usando coletes à prova de balas, apareceram nos cruzamentos mais movimentados das avenidas do território. Eles supervisionam o retorno dos deslocados para o norte e controlam as entradas dos campos de refugiados. Eles já assumiram posições na Cidade de Gaza, Jabalia e Khan Younis.
O objetivo não é apenas se mostrar ao povo de Gaza, mas mostrar que o grupo ainda é capaz de governar, atacar os rivais e incutir medo naqueles que querem derrubá-los. É uma campanha organizada para encontrar e punir aqueles que, segundo os terroristas, teriam se aliado aos soldados israelenses durante a guerra.
Atualmente, os principais alvos do Hamas são:
- as forças populares do beduíno Yasser Abu Shabab, que estão estacionadas na Província Oriental de Rafah, área ainda sob o controle das Forças de Defesa de Israel;
- a gangue de Ashraf al-Mansi em Beit Lahia, que está alojada dentro do perímetro do hospital indonésio evacuado; e
- a gangue de Hossam al-Astal, baseada em Khan Younis.
Os assassinatos ocorrem a sangue frio. Nos vídeos postados nas redes sociais, é possível ver que os corpos são abandonados nas ruas, um alerta do aos rivais e àqueles que pensem que podem conquistar um espaço na Faixa de Gaza.
Mesmo assim, o grupo terrorista está na mira das forças norte-americanas. Se houver êxito no plano elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com apoio de mediadores regionais no Oriente Médio, o Hamas será expulso da Faixa de Gaza.
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Ninguém vai comentar?
Hamas mata o povo palestino.🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨
E tem um presimente que apoia esses vermes.
Fazer acordo com essa podre escória, é terrivelmente perigoso e ingênuo…
Eles “trabalham” assim…colocar o medo é do estilo.