Um ataque aéreo realizado por Israel na Cidade de Gaza resultou na morte de Raad Saad, apontado por fontes israelenses como comandante sênior do grupo terrorista Hamas e um dos principais idealizadores dos ataques de 7 de outubro de 2023. O bombardeio, que atingiu um veículo neste sábado, 13, deixou ainda quatro mortos e pelo menos 25 feridos, segundo as autoridades de saúde de Gaza, controladas pelo Hamas.
Nem o Hamas nem fontes médicas locais confirmaram oficialmente se Saed está entre as vítimas fatais, de acordo com a agência Reuters. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmaram, neste sábado, que o líder do grupo terrorista foi eliminado no ataque aéreo.
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Saad era descrito como chefe da força de fabricação de armas do Hamas. Integrantes do grupo terrorista relataram que ele ocupava o posto de segundo no comando do braço armado do Hamas, atrás apenas de Izz eldeen Al-Hadad. Ele também teria liderado o batalhão do grupo na Cidade de Gaza, considerado um dos mais equipados e numerosos da organização.
Durante o mesmo dia, militares israelenses informaram que dois soldados ficaram feridos por um dispositivo explosivo que “detonou durante uma operação de limpeza da área” de infraestrutura do Hamas. Ainda não há confirmação se esse episódio tem ligação com o ataque ao comandante do grupo.
Hamas continua no controle de Gaza depois do cessar-fogo
O conflito mais recente em Gaza teve início depois de terroristas do Hamas matarem 1,2 mil pessoas, em sua maioria civis, e sequestrarem 251 indivíduos no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Em resposta, a ofensiva israelense provocou mais de 70 mil mortes entre os palestinos, de acordo com dados locais, fornecidos pelo Ministério da Saúde operado pelo Hamas.

O cessar-fogo estabelecido em 10 de outubro permitiu o retorno de centenas de milhares de palestinos às áreas devastadas da Cidade de Gaza e ampliou o acesso à ajuda humanitária, com a retirada das tropas israelenses de posições estratégicas. Porém, relatos das autoridades de saúde da Palestina, controlada pelo Hamas, indicam que pelo menos 386 palestinos morreram em ataques desde então.
O exército israelense afirma que três soldados foram mortos e que dezenas de combatentes do Hamas foram alvos de ofensivas no período. Logo depois do cessar-fogo, o grupo terrorista promoveu execuções públicas de civis palestinos acusados de colaborarem com Israel.









































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