Um ataque com míssil lançado pelo Irã atingiu, na tarde desta quinta-feira, as instalações da refinaria Bazan, na Baía de Haifa, principal polo petroquímico de Israel. O impacto provocou incêndio. Os danos estruturais ainda não foram totalmente mensurados. Foram acionados protocolos de risco que envolvem materiais perigosos.
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A ação é mais uma demonstração de que o conflito deixou de ser apenas militar. Tem se direcionado, cada vez mais, para uma guerra econômica e industrial em larga escala. Relatos iniciais revelam que o projétil possuía ogiva de fragmentação, o que teria causado múltiplos pontos de impacto na região. A refinaria tem capacidade de processar 197 mil barris de petróleo por dia.
Houve interrupções de energia em áreas da cidade, além de registros pontuais de feridos leves e pessoas em estado de choque. Equipes de emergência foram mobilizadas para conter as chamas e monitorar possíveis vazamentos químicos, um risco elevado em uma área que concentra tanques de armazenamento e plantas industriais sensíveis.
A refinaria atingida é a maior do país e responde por parcela relevante da produção de gasolina e diesel, o que amplia o peso estratégico do ataque. No mercado financeiro, ações ligadas ao complexo petroquímico recuaram de forma imediata, refletindo a preocupação com impactos no abastecimento interno.
O governo israelense tentou conter o alarme. O ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, afirmou que os danos à rede elétrica foram localizados e sem maior gravidade. Segundo ele, o fornecimento já foi restabelecido na maior parte das áreas afetadas.
O ataque ocorre em meio a uma escalada aberta entre os dois países. A mídia estatal iraniana classificou a ação como retaliação direta a bombardeios israelenses contra instalações ligadas ao campo de gás South Pars, um dos mais importantes do Irã. Analistas militares veem no episódio um movimento claro de “ação e reação”, com foco deliberado em infraestrutura energética, o coração econômico de ambos os lados.
Reservas de combustível em Israel
O episódio também expõe uma mudança no cenário militar: a capacidade de mísseis de longo alcance atingirem alvos de alto valor estratégico em profundidade territorial. Isso eleva o conflito a um novo patamar, no qual instalações industriais passam a ser alvos prioritários.
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Enquanto a fumaça ainda sobe sobre Haifa, autoridades discutem o uso de reservas estratégicas de combustível e medidas para proteger outras estruturas críticas. No plano internacional, cresce a preocupação com um desdobramento mais amplo.
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Não houveram danos significativos em Haifa.