Jornalistas presos em Cuba e na Nicarágua ganham prêmio de liberdade de imprensa

Henry Constantín Ferreiro e Holmann Chamorro são vítimas das ditaduras dos dois países
-Publicidade-
Holmann Chamorro, diretor-geral do jornal <i>La Prensa</i>, de Manágua, está preso desde agosto
Holmann Chamorro, diretor-geral do jornal La Prensa, de Manágua, está preso desde agosto | Foto: Reprodução/Redes sociais

Presos e perseguidos respectivamente pelas ditaduras de Cuba e da Nicarágua, os jornalistas Henry Constantín Ferreiro e Holmann Chamorro foram laureados nesta sexta-feira, 1º, pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) com o Grande Prêmio à Liberdade de Imprensa 2021.

Segundo a entidade, os dois profissionais se destacaram pela defesa dos valores democráticos em “um dos períodos de maior obscuridade” na região. Para a SPI, os jornalistas “representam a luta e a coragem do jornalismo independente para manter a população informada, apesar das fortes represálias adotadas pelos regimes totalitários de Nicarágua e Cuba contra as vozes críticas e a liberdade de imprensa”.

Leia mais: “Nicarágua: 11 opositores de Ortega são acusados de conspiração”

-Publicidade-

Chamorro, diretor-geral do jornal La Prensa, de Manágua, está preso desde agosto pelo regime do ditador Daniel Ortega. A sede da publicação foi ocupada por policiais, e o jornalista responde pelo suposto crime de lavagem de dinheiro.

Leia mais: “Ditador da Nicarágua chama embaixadores de Argentina, México, Colômbia e Costa Rica”

Outros dois membros do Conselho de Administração do periódico nicaraguense também estão presos: Cristiana Chamorro, que era pré-candidata às eleições presidenciais de novembro, e Pedro Joaquín Chamorro.

Leia também: “Ditadura na Nicarágua impede circulação de principal jornal do país”

Já Constantín Ferreiro, editor da revista La Hora, de Cuba, foi detido em julho, quando tiveram início as manifestações de rua contra a ditadura, e ficou dez dias incomunicável. Ele permaneceu em prisão domiciliar até 23 de agosto, quando foi libertado, mas continua sob vigilância policial.

Leia mais: “Ortega manda prender modelo que seria candidata à Vice-Presidência da Nicarágua”

“É evidente que o jornalismo independente está atravessando um dos períodos mais obscuros para a imprensa nesses países”, afirmou o presidente do Comitê de Prêmios da SIP, Leonor Mulero. Carlos Jornet, presidente do Comitê para a Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, por sua vez, disse que o órgão “não deixará de levantar a voz e denunciar as atrocidades contra eles e as dezenas de jornalistas que são perseguidos, encarcerados e forçados ao exílio”.

Os jornalistas serão homenageados durante a Assembleia Geral da SIP, que será realizada entre os dias 19 e 22 de outubro.

Leia também: “União Europeia impõe sanções contra esposa e filho de ditador da Nicarágua”

Com informações da agência Efe

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

3 comentários Ver comentários

  1. É um antagonismo complexo. Enquanto esses dois jornalistas por defender a liberdade foram presos. A maioria dos jornalistas brasileiros são contra a democracia e a liberdade de expressão.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.