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Macron busca solução política em 48 horas

Presidente pede permanência interina de primeiro-ministro e negocia para evitar novo desmonte da Assembleia Nacional

O presidente da França, Emmanuel Macron, durante entrevista coletiva à imprensa: caos político | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente da França, Emmanuel Macron, durante entrevista coletiva à imprensa: caos político | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente Emmanuel Macron pediu 48 horas para tentar estabilizar o governo francês e principalmente evitar uma nova dissolução da Assembleia Nacional. Macron anunciou o prazo depois da demissão do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que deixou o cargo nesta segunda-feira, 6, há menos de um mês da sua nomeação.

Macron solicitou a Lecornu que permaneça interinamente à frente do Executivo até quarta-feira, 8. Assim, pretende conduzir negociações com diferentes partidos para formar uma nova base de apoio político. O presidente tenta evitar sobretudo uma reedição de 2024. À época, ele dissolveu o Parlamento e antecipou as eleições. A decisão resultou em um Legislativo fragmentado e em meses de impasse político.

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Macron e o impasse político

Desde a última eleição legislativa, o campo centrista de Macron perdeu a maioria e passou a depender de alianças instáveis. Nenhum dos sete primeiros-ministros que o presidente nomeou desde 2017 conseguiu formar um governo com sustentação sólida. A breve passagem de Lecornu pelo cargo — a mais curta da história recente da França — simboliza o ciclo de crise.

Conforme analistas internacionais, Macron tenta costurar um acordo entre partidos do centro e da direita republicana. O objetivo é garantir apoio suficiente para aprovar o Orçamento e evitar o colapso político. A esquerda e a direita, por sua vez, rejeitam qualquer pacto com o governo.

Leia também: “O Leiteiro de Londres”, artigo de Daniela Giorno publicado na Edição 290 da Revista Oeste

Em pronunciamento, Macron disse estar disposto a “assumir suas responsabilidades” e insistiu em que a França precisa de “estabilidade e clareza política”. Caso as negociações fracassem até quarta-feira, o presidente poderá dissolver novamente a Assembleia e convocar novas eleições — uma medida que muitos analistas veem como último recurso de um governo enfraquecido e pressionado por sua própria base.

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