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Outro ministro deixa o governo de Boris Johnson

É o terceiro a renunciar ao cargo

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Boris Johnson conseguiu primeira vitória em lei polêmica que altera o Brexit | Foto: CHATHAM HOUSE/WIKIMEDIA COMMONS

Mais um ministro britânico renunciou ao cargo nesta quarta-feira, 6. É o terceiro político a abandonar o posto nesta semana no Reino Unido.

O ministro da Criança e da Família do Reino Unido, Will Quince, disse que estava deixando o cargo, depois de receber uma informação “imprecisa” sobre a nomeação de um político pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, que foi alvo de reclamações.

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“É com grande tristeza e pesar que sinto que não tenho escolha a não ser apresentar minha renúncia como ministro da Criança e da Família, pois aceitei e repeti essas garantias de boa-fé”, disse Quince, em sua carta de renúncia a Johnson, compartilhada nas redes sociais.

Além de Quince, Laura Trott, parlamentar do Partido Conservador, o mesmo de Boris Johnson, também deixou o cargo de secretária particular parlamentar do Departamento de Transportes.

Série de renúncias

Na terça-feira 5, Boris Johnson já havia perdido dois de seus principais ministros, que disseram que não poderiam mais trabalhar para um governo atolado em escândalos.

Os ministros das Finanças, Rishi Sunak, e da Saúde, Sajid Javidk, anunciaram, através de cartas publicadas nas redes sociais, que estavam deixando o governo de Johnson.

A controvérsia mais imediata enfrentada pelo primeiro-ministro é a maneira como Downing Street lidou com a renúncia do vice-chefe Chris Pincher, que deixou o cargo na quinta-feira 30, em meio a alegações de que havia apalpado dois convidados em um jantar privado na noite anterior.

Embora não tenha admitido as alegações diretamente, Pincher disse, em uma carta a Johnson, que “na noite passada bebi demais” e “envergonhei a mim e a outras pessoas”.

As turbulências começaram em fevereiro, quando veio à tona o chamado “partygate“, as festinhas ilegais realizadas em Downing Street, residência oficial e escritório do premiê britânico, em pleno lockdown, e se perpetuaram até o início deste mês, com as denúncias de assédio sexual contra o deputado conservador Christopher Pincher, sobre as quais Johnson teria conhecimento e nada fez.

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