O Bundestag, Câmara Baixa do Parlamento da Alemanha, aprovou nesta sexta-feira, 5, a manutenção de um serviço militar voluntário, depois de semanas de disputa dentro da coalizão de governo sobre como reforçar um Exército que enfrenta falta de recrutas.
A ala conservadora liderada pelo chanceler Friedrich Merz defendia reintroduzir um modelo de recrutamento obrigatório por sorteio entre homens, mas encontrou resistência dos parceiros do Partido Social-Democrata da Alemanha, que barraram a medida.
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Pelo plano atual, o país manterá o serviço voluntário, mas homens de 18 anos passarão a responder a um questionário obrigatório — e, a partir de 2027, a realizar exame médico — para indicar aptidão e disposição para servir. As mulheres continuam podendo ingressar apenas de forma voluntária.
A meta estabelecida pela Otan

Embora o modelo seja inicialmente voluntário, o ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que o mecanismo poderá ser endurecido caso a situação de segurança piore ou se as metas de efetivo não forem alcançadas. O AfD, os Verdes e o partido de esquerda Die Linke votaram contra a proposta.
As metas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) preveem que a Alemanha mantenha um Exército com 460 mil soldados — 260 mil na ativa e 200 mil na reserva.
Como funciona o serviço militar na Alemanha?
Desde 2011, a Alemanha não possui serviço militar obrigatório: o alistamento foi suspenso, e a Bundeswehr passou a operar apenas com recrutamento voluntário, por meio de contratos temporários ou carreira profissional.
Se o número de voluntários não for suficiente para atingir as metas de efetivo da Bundeswehr, o dispositivo poderá evoluir para uma reintrodução parcial do alistamento compulsório.
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