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Perseguição a cristãos no México bate recorde em 2025

País é governado por políticos de esquerda desde 2018

Cristão reza no Convento de São Francisco, Cidade do México | Foto: ProtoplasmaKid/Creative Commons
Cristão reza no Convento de São Francisco, Cidade do México | Foto: ProtoplasmaKid/Creative Commons

O México, país tradicionalmente cristão, atingiu em 2025 o seu maior nível de perseguição ao cristianismo desde o começo da série histórica, em 1993. A informação parte de um levantamento da ONG Portas Abertas, que há 70 anos apoia os cristãos perseguidos em todo o mundo.

Embora a maioria da população do México seja cristã, muitos seguidores de Jesus vivem em perigo de perseguição, principalmente por parte de gangues criminosas, cartéis de drogas e grupos indígenas.

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Em muitas partes do país, a presença de grupos criminosos cresce cada vez mais. Os cristãos que se manifestam contra suas atividades ou que estão envolvidos em trabalho comunitário e evangelismo são considerados uma ameaça. Em alguns casos, crianças cristãs ou filhos de líderes da igreja são alvos valiosos.

“As autoridades da minha comunidade primeiro tentaram tirar minhas terras”, confessou o cristão indígena Maurício à Portas Abertas. “Tomaram minha escritura para que eu não pudesse trabalhar na terra, prenderam a mim e minha mulher por 24 horas e, finalmente, tiraram nossa água potável e outros recursos públicos.”

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Por outro lado, em algumas comunidades indígenas, aqueles que decidem deixar as crenças ancestrais e tradicionais para seguir a Jesus são marginalizados, enfrentam multas, encarceramento e deslocamento forçado.

Como os líderes indígenas são os que administram a Justiça nessas áreas, os cristãos não têm a quem recorrer para investigar as violações e proteger sua liberdade religiosa. As famílias cristãs também podem enfrentar assédio da comunidade, como danos a propriedades, restrição de acesso a escola para os filhos e ameaças.

Cristãos em perigo no México sob o jugo da esquerda

O México é comandado pela esquerda desde 2018, quando o progressista Andrés Manuel López Obrador foi eleito presidente do país. Em 2022, ele solicitou que a Igreja Católica pedisse perdão pelos abusos cometidos durante a conquista espanhola da América, o que gerou críticas por parte do clero.

Naquele mesmo ano, a deputada trans Salma Luévano apresentou um projeto para penalizar igrejas que difundissem “discurso de ódio”. O termo vago preocupou os cristãos do país, que temeram por uma possível perseguição à religião.

Lula e a nova presidente do México, Claudia Sheinbaum | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula e a nova presidente do México, Claudia Sheinbaum | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em 1º de outubro de 2024, com o apoio de López Obrador e de Luiz Inácio Lula da Silva, a esquerdista Claudia Sheinbaum tomou posse como presidente do México. Desde então, a expectativa de que a situação para os cristãos melhore segue baixa.

Apesar de Sheinbaum se considerar feminista, as mulheres cristãs são um alvo preferencial de perseguição. Quando mulheres que são recrutadas para gangues criminosas se convertem ao cristianismo, suas famílias enfrentam risco de ameaças e violência. Já as cristãs indígenas podem ser forçadas a se casar com homens indígenas não cristãos.

Leia também: “Quando a fé é considerada crime”, reportagem de Isabela Jordão e Mateus Conte publicada na Edição 249 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Gilberto Novaes
    Gilberto Novaes

    Simplesmente seguindo a cartilha da esquerda que tem a seletividade como ponto chave. Para os amigos tudo,para os opositores a lei tirana inventada. As leis são subjetivamente interpretadas ou ignoradas e substituídas pela interpretação do magistrado.
    A religião e os bons costumes são perseguidos por se contraporem à causa marxista.

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