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'Persona non grata', embaixadora da UE deixa a Venezuela

Regime de Maduro havia dado prazo para diplomata ir embora

isabel brilhante - embaixadora da ue expulsa da venezuela

A diplomata Isabel Brilhante saiu da Venezuela uma semana após ser classificada de persona non grata pelo regime de Nicolás Maduro. Embaixadora da União Europeia (UE), ela deixou o país sul-americano na terça-feira 2, informa a agência de notícias Lusa.

Leia mais: “Argentinos fazem panelaço contra a ‘Vacinação VIP’”

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A saída de Isabel é mais um capítulo na briga do governo venezuelano com a UE. Em 24 de fevereiro, aliados de Maduro expulsaram a embaixadora. A decisão foi tomada após o bloco europeu aplicar sanções comerciais contra integrantes do primeiro escalão do governo do país sul-americano por causa de denúncias de fraude nas últimas eleições para o Parlamento local.

“Meu coração fica aqui. Amo a Venezuela”

Isabel confirmou a saída da Venezuela por meio de mensagem divulgada nas redes sociais. “Caracas presenteou-me com o mais lindo nascer do sol, com o Ávila [nome da montanha ao norte da capital venezuelana] em todo o seu esplendor”, escreveu a embaixadora. “Levo-os, a todos, em tantas lembranças lindas. Meu coração fica aqui. Amo a Venezuela”, prosseguiu a diplomata portuguesa.

Na ordem que definiu Isabel Brilhante como persona non grata, o Ministério de Relações Exteriores da Venezuela deu três dias para ela deixar o país. De acordo com autoridades europeias, o prazo só não foi cumprido pela falta de disponibilidade de voos internacionais em meio a restrições de viagens por causa da pandemia de covid-19.

Apoio

Alvo da ação de Maduro, Isabel Brilhante recebeu o apoio de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e reconhecido por Estados Unidos e Brasil como legítimo presidente venezuelano. Ao saber da expulsão, ele prestou solidariedade à representante da UE na Venezuela. “Solidarizamo-nos com a embaixada da UE em Caracas, que sempre demonstrou seu apoio na defesa dos direitos humanos e da democracia”, afirmou Guaidó.

Leia também: “Argentina e o fantasma da venezuelização”, artigo de Leonardo Coutinho publicado na Edição 23 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. JOSE EDUARDO RAMOS TEIXEIRA
    JOSE EDUARDO RAMOS TEIXEIRA

    Muito triste isso. Venezuela é um país maravilhoso. Tenho parentes que viviam la ha mais de 40 anos e tiveram que sair do pais onde hoje as pessoas nao tem sequer o que comer. A população empobrecida esta sendo dizimada.

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