A China lidera a lista dos países que mais violam a liberdade religiosa, segundo o Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo 2025, divulgado pela Fundação Pontifícia ACN, conhecida no Brasil como ‘Ajuda à Igreja que Sofre’. O estudo revela que 24 nações, incluindo Índia, Afeganistão, Coreia do Norte, Nigéria e Eritreia, praticam perseguições sistemáticas contra grupos de fé. Assim, afetam mais de 4 bilhões de pessoas — mais da metade da população mundial.
De acordo com a ACN, a perseguição assume diferentes formas: repressão estatal, extremismo religioso ou nacionalismo étnico. Na China, o regime comunista intensificou as campanhas de “sinicização”, que é a imposição da cultura comunista. Dessa forma, o governo obriga igrejas, templos e mesquitas a se alinharem aos valores socialistas. Da mesma forma, impõe vigilância digital a fiéis.
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China: destruição de locais de culto
Cristãos e muçulmanos uigures (grupo étnico turcomano de religião islâmica) enfrentam detenções arbitrárias, destruição de locais de culto e proibição de ensino religioso para menores. O relatório classifica ainda 38 países sob discriminação religiosa, onde as minorias enfrentam restrições ao culto e à expressão da fé.
Entre esses países estão Egito, Turquia, México e Vietnã, que juntos abrigam mais de 1,3 bilhão de pessoas. Outros 24 países, como Chile, Indonésia e Belarus, estão “sob observação” por apresentarem sinais de deterioração.
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A América Latina também aparece em destaque negativo. Em Cuba, Nicarágua e Venezuela, governos autoritários perseguem líderes religiosos e restringem o trabalho social e educativo das igrejas. O Haiti enfrenta ataques e sequestros de padres e freiras por grupos armados, enquanto no México cresce o número de assassinatos de sacerdotes.
A fundação alerta que a liberdade religiosa está em declínio global, impulsionada por conflitos armados, radicalismo e controle estatal. Mulheres e meninas de minorias, especialmente no Paquistão e no Egito, continuam sendo vítimas de sequestros, conversões e casamentos forçados.
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