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No Ponto

Absolvido pelo 8/1 há 2 meses, morador de rua se queixa de ainda usar tornozeleira

Supremo Tribunal Federal já emitiu a certidão de trânsito em julgado; homem é deficiente físico e tem dificuldades financeiras

morador de rua 8 de janeiro
Wagner de Oliveira ainda usa tornozeleira eletrônica, mesmo tendo sido absolvido - 21/10/2024 | Foto: Reprodução

Absolvido em agosto deste ano pelo 8 de janeiro, o ex-morador de rua Wagner de Oliveira, de 50 anos, ainda usa tornozeleira eletrônica.

O equipamento deveria ter sido removido em 10 de setembro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu a certidão de trânsito em julgado, mas ainda continua anexado ao homem. Há dois meses, os ministros do STF reconheceram não haver provas contra Oliveira, que não tinha nenhuma relação com o protesto e, no entanto, acabou preso.

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“Houve uma audiência pelo celular, no ano passado, mas depois ninguém falou mais nada”, contou o homem a Oeste. “Às segundas-feiras, vou à Vara assinar os papéis.”

Oliveira soube da absolvição por meio da reportagem, que o interpelou a respeito da vida fora do cárcere. De acordo com o ex-morador de rua, nem a Defensoria Pública da União nem o fórum onde ele presta explicações sobre tornozeleira o informaram do veredito do STF.

Quem é o morador de rua absolvido pelo 8 de janeiro

manifestações - cpmi do 8 de janeiro - impeachment
Manifestantes sobem a rampa do Congresso Nacional, em 8 de janeiro | Foto: Wikimedia Commons

O homem vivia em marquises e abrigos de Brasília. Ele frequentava o acampamento perto do Quartel-General (QG) apenas para comer, e tinha a esperança de obter ajuda dos manifestantes a fim de se mudar do Distrito Federal quando as barracas fossem desarmadas.

A polícia prendeu Oliveira no interior do Palácio do Planalto, para onde correu no intuito de se esconder das bombas de efeito moral.

Solto após quase dez dias na Papuda, voltou a morar nas ruas, até que conseguiu um emprego em um supermercado e alugou um imóvel.

Com dificuldades financeiras, Oliveira é também deficiente, por possuir nanismo.

Leia também: “Três injustiças supremas”, reportagem publicada na Edição 239 da Revista Oeste


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1 comentário
  1. MARCO ANTONIO CARDOSO VILARINHO
    MARCO ANTONIO CARDOSO VILARINHO

    Como dizia aquele grande filósofo de botequim, Nãoseiquem: “Nunca antes neste país, um morador de rua, desarmado, foi acusado de dar um golpe de estado. Foi preso. Inocentado. Não foi indenizado pelo absurdo. Ficou com tornozeleira!”. E tudo bem. Estamos em Banânia.

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