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No Ponto

Bia Kicis denuncia tentativa de esvaziar CPIs

Deputada diz que restrições a instrumentos de investigação podem transformar comissões em ‘meras audiências públicas’

A deputada Bia Kicis (PL-DF)
Ao comentar o encerramento da CPMI do INSS na madrugada de sábado 27, Bia Kicis elogiou a condução dos trabalhos | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que há uma tentativa de esvaziamento das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no Congresso Nacional e alertou para riscos ao funcionamento constitucional desses colegiados. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 31, no âmbito do encerramento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujo relatório foi rejeitado.

“Neste momento em que a CPI do Crime Organizado está funcionando, estão tentando retirar todas as prerrogativas das CPIs”, afirmou a congressista. “Querem proibir quebra de sigilo, querem proibir que os integrantes da CPI tenham acesso às informações que são próprias de inquérito. E eu quero dizer que esse tipo de atitude não pode prosperar, porque então que façam uma PEC e acabem com a existência das CPIs, que têm previsão constitucional.”

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+ Cúpula da CPMI do INSS articula entrega de relatório ao STF

Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, 31, a parlamentar também criticou o que classificou como tentativa de enfraquecer o papel investigativo das comissões. 

“Nós não iremos permitir que simplesmente tornem as CPIs em meras audiências públicas”, declarou Bia Kicis. “Isso não vai acontecer, porque isso fere o espírito da lei e fere o que está previsto textualmente na Constituição.”

A deputada ainda reforçou a importância dos instrumentos de investigação previstos no Congresso. “Quero dizer que não existe direito sem meio de ação”, afirmou. “E é por isso que a CPI precisa ter as suas prerrogativas.”

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Críticas à derrubada do relatório da CPMI do INSS

Ao comentar o encerramento da CPMI do INSS na madrugada de sábado 27, Bia Kicis elogiou a condução dos trabalhos. Ela afirmou que a rejeição do relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi resultado de articulação política para impedir o avanço das investigações.

“Primeiro, enaltecer a condução que o senador Carlos Viana, presidente da CPMI, teve à frente dessa CPMI tão importante”, disse a parlamentar. “E um relator também que fez um trabalho brilhante, é uma pessoa experiente, um promotor acostumado a lidar com crime organizado. E é por isso que a gente provocou tanto o governo e a esquerda, porque o trabalho estava, sim, dando resultado, como de fato deu.”

+ Veja quem votou contra o relatório da CPMI do INSS

A deputada afirmou que a base governista atuou para barrar o documento final. “O relatório não foi aprovado por boicote, porque o governo blindou os verdadeiros criminosos, os ladrões de velhinhos, de velhinhas, de viúvas.” 

“Os nomes dessas pessoas estão sendo expostos”, ressaltou Bia. “Então todo mundo tem acesso a quem foi que fez de tudo para derrubar o relatório e para blindar as pessoas.”

Bia Kicis defende Gaspar

Bia Kicis também afirmou que a base governista usou a estratégia de ataque à reputação do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e ao relator. 

“Estão tentando manchar a sua reputação de um homem ilibado, assim como fizeram um ataque covarde contra o relator, deputado Alfredo Gaspar, fazendo acusações seríssimas e levianas”, afirmou. “E isso foi demonstrado: a falsidade, a calúnia.”

+ Bia Kicis chama Soraya Thronicke de ‘sirigaita’; vídeo

A deputada ainda relacionou o episódio a experiências pessoais. “No mesmo momento em que eu concorri à presidência da CCJ, eu fui atacada e tentaram acabar com a minha reputação da mesma forma”, disse. “Não conseguiram. Eu saí de lá aplaudida por todos os partidos, reconhecida por todos.”

“Então a gente conhece essa forma de atuação do PT, que é de buscar atacar a honra das pessoas, de pessoas honestas e ilibadas”, prosseguiu Bia. “E isso não vai passar em branco. Nós iremos levar até o fim as denúncias que estão sendo feitas, inclusive com o pedido de cassação do deputado Lindbergh Farias e da senadora Soraya Thronicke, pela calúnia odiosa que fizeram.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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2 comentários
  1. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    A quadrilha foi instalada quando o ladrão cachaceiro aparelhou o STF, agora está tudo dominado!

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Todos os brasileiros sabem o que está se passando em Brasília, os três poderes abarrotados de ladrões bandidos comunistas terroristas narcotraficantes assassinos terroristas torturadores vigaristas imundos filhos da puta tiranos. Eu quero saber se vai ficar assim mesmo ou vão chamar Donald Trump pra dar um jeito nesses maduros e Aiatolás brasileiros

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