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No Ponto

Câmara aprova projeto de lei que beneficia governo no Carf

O PL retoma o chamado 'voto de qualidade'

plenário da Câmara dos Deputados - deputados ausentes - sessões
Depois de um acordo entre os partidos, a aprovação aconteceu em votação simbólica | Foto: Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta sexta-feira, 7, um projeto de lei (PL) que retoma o chamado “voto de qualidade” do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Depois de um acordo entre os partidos, a aprovação aconteceu em votação simbólica — quando os deputados não precisam registrar voto no sistema.

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O “voto de qualidade” permite que o presidente da turma de julgamento, um representante da Fazenda Nacional, desempate as votações dos recursos. Desse modo, o texto beneficia o governo.

Em 2020, uma alteração legal determinou que os empates fossem resolvidos em favor dos contribuintes. O governo alega que a medida gerou R$ 59 bilhões de perdas para os cofres públicos com a reversão de decisões da Receita.

O texto do relator, deputado Beto Pereira (PSDB-MS), mantém a parte da proposta e incorpora parcialmente o acordo feito entre o governo federal e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre o tema, com a redução de multas e juros para o pagamento de dívidas em ações julgadas pelo Carf com desempate em favor da União.

O acordo foi firmado depois que a OAB entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra uma medida provisória (MP) que tratava do voto de desempate. A MP perdeu a validade sem ser votada.

Desse modo, o voto de desempate excluiria as multas de ofício e o Fisco — órgão fiscalizador na esfera federal –, não representaria o contribuinte ao Ministério Público por crime tributário. A exclusão valerá para os casos já julgados pelo Carf e ainda pendentes de análise de mérito pelo Tribunal Regional Federal que estiver competente na data da publicação da futura lei.

O governo do presidente Lula negociou a volta do “voto de qualidade” como uma forma de aumentar a receita e, assim, viabilizar o novo arcabouço fiscal — que vai substituir o teto de gastos como regra de contenção de despesas. Conforme o Ministério da Fazenda, a arrecadação pode aumentar em cerca de R$ 50 bilhões.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

1 comentário
  1. Angela Maria De Carvalho Zacharias
    Angela Maria De Carvalho Zacharias

    Esses deputados que deveriam nos representar apenas legislam em causa própria, a população nada significa a esses cidadãos eleitos pelo voto popular, vamos continuar pagando a conta desse desgoverno que só quer gastar o dinheiro dos pagadores de impostos, fruto do trabalho árduo de cada um.

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