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No Ponto

CPI deve convocar líder do MST em Goiás acusado de tortura

Coordenador do Ministério da Reforma Agrária no Estado, José Valdir Misnerovics foi condenado por invasão violenta de propriedade

CPI MST
Condenado por esbulho possessório, José Valdir Misnerovicz, coordenador do Ministério da Reforma Agrária em Goiás, posa ao lado do presidente Lula | Foto: Reprodução

Em agosto, a CPI do MST deve convocar o petista José Valdir Misnerovicz, líder do MST e coordenador do Ministério da Reforma Agrária em Goiás, para prestar depoimento ao colegiado.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 21, pelo presidente da comissão, deputado federal tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS). O parlamentar pretende pedir ainda a demissão de Misnerovicz.

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“Um condenado por esbulho possessório comandando os rumos da Reforma Agrária no Estado do Goiás é como aquela história de colocar a raposa para cuidar do galinheiro”, disse Zucco em nota enviada à imprensa. “Não nos resta outro caminho senão convocar este senhor para depor na CPI já no início de agosto e cobrar seu imediato afastamento do cargo.”

Conforme revelou a revista Veja hoje, o petista foi condenado por organização criminosa e esbulho possessório — a tomada da posse de uma propriedade que não lhe pertence. Oeste teve acesso a documentos que comprovam que Misnerovicz recorreu da condenação, mas não conseguiu se livrar da segunda acusação.

Em 2016, ele — que diz ser agricultor e professor –, ficou preso durante seis meses. O atual “mandachuva” da reforma agrária em Goiás também já foi acusado de agredir e torturar funcionários de uma fazenda na cidade de Santa Helena de Goiás.

As acusações contra o coordenador do MST que deve depor à CPI

José Valdir Misnerovicz ao ser preso, em 2016, pela polícia | Foto: Polícia Civil de Goiás

Segundo depoimentos da época, ele liderou um grupo do MST que invadiu o local, ordenou aos donos que abandonassem as próprias terras, confiscou maquinários e ergueu uma barricada de pneus ameaçando atear fogo na sede da fazenda.

“Eles diziam que me cortaria em pedacinhos e ainda jogaria sal”, diz uma das vítimas em um trecho do depoimento. Durante o ataque, um dos funcionários da fazenda foi derrubado de um trator e ameaçado com um facão.

“Vamos picar o Toninho”, diziam os invasores, empurrando o rapaz e esfregando uma lâmina em seu rosto. “Toninho” era o dono da fazenda. Outro funcionário relatou ainda que os sem-terra atiraram cinco vezes contra ele e, depois, o obrigou a sair do local.

“O governo Lula precisa analisar o currículo e a ficha criminal das pessoas que estão sendo indicadas para cargos estratégicos na administração pública federal”, declarou o presidente da CPI. “É inadmissível e repugnante. O governo debocha e desrespeita o agronegócio brasileiro.”

As acusações contra Misnerovicz também vem de integrantes do MST. Em 2001, ele foi acusado por Joviniano José Rodrigues, coordenador financeiro do MST. Rodrigues procurou a Polícia Federal e disse que havia se recusado a obedecer uma ordem de Misnerovicz.

A determinação era para invadir uma fazenda e roubar 14 novilhas. Rodrigues, contudo, conhecia um dos funcionários do local e disse que não ajudaria no ataque. Não demorou muito para que a casa do coordenador financeiro fosse derrubada a machadadas, em Palmeiras de Goiás.

Além disso, sua mulher foi agredida e a filha, de 1 ano, foi sequestrada. Na época, a criança foi devolvida com parte de um dedo decepada.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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2 comentários
  1. Alem Alberto Chedid
    Alem Alberto Chedid

    Esses lorpas posam com a Alimária Despirocada como posariam com um peixe fisgado. Um orgulho besta , vazio e covarde, uma homenagem ao nada.

  2. Eurico Schwinden
    Eurico Schwinden

    ESCREVI AQUI UM LONGO COMENTÁRIO QUE TOMADO POR ALGUM INVASOR.

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