O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a estratégia política da família no Congresso passou a priorizar o avanço do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria como alternativa viável à anistia ampla. Segundo o parlamentar, a orientação partiu diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro, com foco em aliviar a situação de condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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“Falei para todas as nossas lideranças partidárias que ele [Bolsonaro] havia dado a sua diretriz de que nós aceitássemos fazer isso”, declarou Flávio. “Se colocasse as pessoas como a Débora do Batom em casa próxima de suas famílias, ainda que numa semiliberdade, ele já se sentiria aqui menos triste.”

Flávio disse que ex-presidente aceitou manter sua própria situação jurídica inalterada, desde que a proposta beneficie outros condenados: “Ele aguenta o tranco de mais um tempo aqui até que essa situação toda se reverta, e a justiça seja restabelecida”.
Em seguida, o pré-candidato à Presidência da República ressaltou que o pai “coloca o interesse do Brasil e de outras pessoas inocentes à frente do próprio interesse dele”.
Defesa pelo avanço do PL da Dosimetria
O senador também defendeu a ideia de que o Congresso avance com a votação da dosimetria ainda neste ano, independentemente da versão final do texto. “Espero sim que a gente aprove esse projeto de dosimetria que seja ainda esse ano, seja qual for a redação.”
Na tarde desta terça-feira, 16, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), reafirmou que o projeto de lei será analisado em plenário na quarta-feira 17.
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Ao mesmo tempo, Flávio criticou a forma como o projeto foi conduzido na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o processo legislativo teria sido limitado por interferências externas: “Foi uma redação feita pelo Alexandre de Moraes, o debate ficou proibido na Câmara dos Deputados”. “Para que serve o processo legislativo?”, interpelou o congressista.
Na avaliação do senador, a tramitação ocorreu sem espaço para emendas nem discussão adequada. “A maioria dos parlamentares votou até sem saber qual era o texto de verdade”, disse. Para ele, “o exercício parlamentar foi proibido, foi constrangido por uma força fora do Congresso Nacional”.
Flávio afirmou que, no Senado, a intenção é corrigir pontos do projeto para evitar que condenados por crimes graves sejam beneficiados de forma indiscriminada.
“Estamos tentando ver como é que faz alguma alteração ali para evitar que esse benefício seja dado a marginais de verdade, marginais perigosos de verdade, na carona da votação deste projeto”, declarou o senador. “Vou conversar agora com o líder [da oposição no Senado] Rogério Marinho, que participou dessas tratativas, tanto com o presidente Davi Alcolumbre quanto com o presidente Hugo Motta.”
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