A pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades envolvendo o Banco Master aumentou no Senado e passou a reunir apoio também de parlamentares da base governista.
Segundo apurou Oeste, apesar do avanço das articulações e do crescimento do número de assinaturas em requerimentos apresentados na Casa, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segue resistindo à abertura da investigação.
Receba nossas atualizações
O líder do governo no Congresso, Jaques Wagner, afirmou, nesta quarta-feira, 13, apoiar o aprofundamento das investigações e sugeriu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que “vá fundo” no caso.
Saiba mais:
“Acho que André Mendonça tem de ir fundo, rasgar tudo que teve lá no Banco Master, para que a gente saiba quem sustentou”, afirmou Wagner. “Porque não fui eu e muito menos o presidente Lula. Nós liquidamos o Banco Master.”
O senador também confirmou ter assinado um dos pedidos de CPMI apresentados no Congresso. Na mesma linha, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) defendeu o avanço das investigações, mas criticou a politização do debate.
Segundo ela, há quatro pedidos de CPMI relacionados ao Banco Master, incluindo o requerimento apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), que já reúne assinaturas suficientes.
“Precisamos de uma investigação séria e não politizada”, afirmou a parlamentar. “Não podemos transformar isso em um jogo de acusações.”
Governistas usam CPI como cortina de fumaça
Já no campo da oposição, parlamentares aumentam a pressão pela instalação da CPI e criticam a mudança de postura de parlamentares governistas, que inicialmente resistiam à proposta.
“Existem duas avaliações possíveis dessa mudança da água para o vinho”, afirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “A positiva é a perspectiva de finalmente cederem à pressão da sociedade e mudarem de postura, na linha do ‘antes tarde do que nunca’. A negativa é, talvez, a mais provável, porque ocorre num momento conjuntural de profunda crise política do governo Lula.”
Parlamentares da oposição relataram a Oeste que entendem a nova movimentação governista ao desgaste político enfrentado pelo Palácio do Planalto nas últimas semanas, com a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal, e a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria.
Senadores destacam que há três caminhos para viabilizar a CPI: uma decisão direta de Alcolumbre ou uma determinação do ministro do STF Kassio Nunes Marques, responsável por analisar pedidos relacionados ao tema.
Nesse sentido, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou o STF junto de Girão para tentar retirar o ministro Nunes Marques da relatoria do pedido de instalação da CPI. O representação se baseia na proximidade entre o ministro Nunes Marques e o senador Ciro Nogueira, alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro.
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].







































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.