3 perguntas para o fundador do Ranking dos Políticos

Em entrevista à Revista Oeste, Alexandre Ostrowiecki afirma que a Constituição Federal deveria ser reescrita
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Alexandre Ostrowiecki, o criador do Ranking dos Políticos
Alexandre Ostrowiecki, o criador do Ranking dos Políticos | Foto: Divulgação/Multilaser

Em entrevista à Revista Oeste, o empresário Alexandre Ostrowiecki destaca algumas das deficiências do Estado brasileiro. Segundo o CEO da Multilaser e fundador do Ranking dos Políticos, o país tem problemas na economia, na política e na educação.

Com o objetivo de oferecer uma solução, Ostrowiecki escreveu o livro O Moedor de Pobres, lançado em 2021 pela LVM Editora. Algumas dessas propostas estão descritas abaixo.

O senhor argumenta que o Chile é o maior exemplo de desenvolvimento social e prosperidade econômica da América Latina. Poderia explicar a razão disso?

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O Chile aderiu às políticas que fazem o Estado ser eficiente. A carga tributária é baixa, as ações do governo são limitadas. Além disso, a iniciativa privada atua em diversos setores da economia. Esse pacote de ideias foi comprado no fim da década de 1970. Posteriormente, foi seguido e respeitado por governos de centro-direita e centro-esquerda. Com isso, os indicadores econômicos relevantes do país dispararam — PIB per capita alto, inflação baixa, taxa de juros controlável e baixo nível de desemprego. Os índices de violência e escolaridade chilenos são muito superiores aos brasileiros, por exemplo. É o país mais avançado da América Latina, sem dúvidas.

Em um dos capítulos do livro, o senhor faz críticas à Constituição Federal de 1988. O que deveria ser revisto?

A Constituição Federal é a segunda mais longa do mundo. Ela vende uma série de fantasias para a população, como saúde e educação de qualidade. A Carta Magna deveria ser reescrita em um documento extremamente simples, enxuto, que determine o foco de atuação do Estado em setores realmente importantes. Deveria ser mais descentralizada, com menos responsabilidades em Brasília e mais autonomia para Estados e municípios. As decisões devem ser tomadas pelas prefeituras, porque estão mais próximas da população. É assim que os cidadãos conseguem cobrar os políticos.

O senhor afirma que o problema da educação é um dos clichês mais difundidos no Brasil. Por quê?

É um slogan vazio. É como você dizer que é favorável à paz mundial. Isso não significa nada, porque ninguém decente é contra essa ideia. O primeiro engano é achar que investir mais recursos no setor da educação melhorará o sistema. Isso é um mito. O Brasil gasta mais de 6% do PIB em educação. É mais do que a média dos países ricos. Por habitante, o país gasta mais que o dobro em relação à Tailândia, que tem uma educação superior. A solução não é gastar mais, é investir de forma eficiente. O Brasil investe muito em educação superior e pouco em educação de base. Gasta-se muito para educar os filhos dos ricos, nas universidades federais, e pouco para educar os filhos de pobres, que estão nas escolas de bairros periféricos.

O assinante pode acompanhar a entrevista completa clicando neste link.

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8 comentários Ver comentários

  1. Há algo incongruente? Por que o Chile elege agora a esquerda? E é esquerda mesmo. Li que querem criar uma nova forças armadas chilena! Um tanto surreal.
    Por que não se entrevistou sobre a constituição chilena?
    Concordo que a nossa precisa mudar e muito. Enxugar, retirar o Estado como protagonista e colocar a propriedade privada e o indivíduo como pontos fundamentais (e, concordando com o entrevistado, relocar os recursos de maneira menos quantitativa e mais qualitativa na educação, na saúde). Acabar com a CLT, esse controle estatal que só complica a vida dos trabalhadores.
    Acho que fica faltando um artigo mais detalhado do Chile, sua constituição e sua projeção para o futuro.

  2. Sempre foi o sonho das esquerdas. Afinal o pt não assinou a de 88. Poderes locais exercem mais pressão social. Mais controle. Ditaduras são assim. Ensaio de novos sovietes.

  3. Há anos afirmo que esta constituição estúpida que só serviu para empoderar criminosos e para minorias esmagarem a nação acabando com a liderança maior ou suprema magistratura e pior colocando os poderes sob tutela de outro o que vemos hoje onde uma quadrilha e tentáculos dominou a suprema corte num ridículo filme repetido e esquecido … ou jogamos este aborto no lixo e fazemos outra ou o pior está apenas começando.

  4. Há décadas eu convivo com a falácia de que temos que investir na educação e “necas de pitibiribas”. Acontece que a grande parte do orçamento educacional, em todos níveis, é para o pagamento de salários.

    1. … a coisa é bem mais grave hoje as universidades formam nossos futuros líderes sob ideologia assassina medieval relegando o conhecimento que deveria ser seu foco … dá pena vermos jovens manipulados sob doutrinação apoiar a um ladrão cínico mas que sabe bem para que a sociedade pagou caro a formar um futuro que se afigura negro e sem esperança … a universidade brasileira com raras exceções é puro lixo.

  5. A pergunta é outra: – Quando, de fato, nossos políticos terão coragem para fazer isso? E se fizerem, será para melhor ou será pra piorar ainda mais??

  6. Só esqueceu de acrescentar que o Chile “era” essa beleza toda, até entregarem o país nas mãos daquele candidato da extrema esquerda, agora é só ladeira abaixo 🤷🏻‍♀️

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