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Política

A Lira, ministros do STF e partidos reforçam pedido contra o voto 'impresso'

Integrantes da Corte e políticos estão empenhados em uma cruzada para impedir que a medida se concretize

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J. R. Guzzo: "A Justiça, em geral, nunca está entre as instituições que a população menos respeita. No Brasil o Supremo vai para o pódio" | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), está sendo pressionado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e partidos políticos que querem barrar o voto auditável. Das 11 legendas que se manifestaram contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que viabiliza a medida, cinco estão “fechadas” na cruzada para barrar a PEC. São elas: MDB, DEM, PSDB, PSD e PV. É o que informou a CNN Brasil, na quinta-feira 8.

Juízes do STF ouvidos em caráter reservado pela emissora disseram a Lira que as urnas eletrônicas são 100% seguras. Portanto, não há necessidade de se aprimorar o sistema. Conforme noticiou a Revista Oeste, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes têm tido encontros com caciques de siglas do parlamento. O objetivo: impedir que o governo Jair Bolsonaro consiga pôr uma impressora nas urnas eletrônicas.

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A PEC, de autoria da presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), prevê que o voto do eleitor seja materializado. Dessa forma, será possível auditar as urnas, caso uma das partes assim deseje. Em linhas gerais, a impressora vai emitir o documento, a pessoa confere se o voto é o mesmo que aparece na tela do equipamento e, em seguida, o papel cai em uma urna lacrada.

Lira ressaltou que não vai tomar lado na questão, segundo a CNN Brasil.

Especialista levanta dúvidas sobre o software das urnas

Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios, e gravado num flashcard [uma espécia de pen drive]”, explicou Brunazo, no mês passado, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Leia também: “O que você precisa saber sobre o voto impresso”, reportagem publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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15 comentários
  1. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Muito estranho esta resistência. Inclusive de partidos que sempre criticaram, testaram e não souberam responder se as urnas são seguras,ou, não… Leia-se PSDB… Estou desconfiada…

  2. Silvio Teixeira Filho
    Silvio Teixeira Filho

    A muito tempo não se vê um ato de boa vontade para com o povo, que clama pelo voto auditável, o ministro Barroso trava uma guerra particular com o presidente Bolsonaro e tá embarreirando o assunto.

  3. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Os Poderes Legislativo e Judiciário estão tentando destruir a democracia no Brasil para implantar o socialismo bolivariano.

  4. BRASIL A CIMA DE TODOS
    BRASIL A CIMA DE TODOS

    STF, o maior e mais atuante partido político da esquerda no país.

  5. Ricardo Luiz Rocha Cubas
    Ricardo Luiz Rocha Cubas

    Já existe proposta ALTERNATIVA ao Voto Impresso que garante 95% de confiança ao resultado das eleições, com 1% de margem de erro e com custos mínimos, se forem adotados os procedimentos sugeridos nesse vídeo do Canal OBTJ -> https://youtu.be/ebVV0EldkOY. Nada mais é que um teste de integridade em tempo real a ser realizado no dia das eleições em apenas 2% das urnas. Essa ideia resolve toda a polêmica, lembrando que o próprio voto impresso pode ser fraudado. OUTRA VANTAGEM, não depende de Emenda Constitucional para ser aprovada, só de Lei.

  6. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Como pode esse PSDB partidínho sem caráter do qual já fui filiado no passado de Montoro e Covas, ter declarado em 2014 que as urnas eletrônicas NÃO SÃO AUDITÁVEIS, agora estar ao lado do SUPREMO, defendendo as URNAS ELETRÕNICAS. É tão flagrante a FRAUDE em 2022 como o LULA ser absolvido e liderar pesquisas para vencer no primeiro turno,. Como pode a PANDEMIA ter gerado seres humanos tão inúteis e peçonhentos que sequer imaginam nos graves conflitos sociais que tal decisão proporcionará. Acorda, FHC vergonha nacional. Lula nós conhecíamos, agora você passei a conhecer após sua franqueza nos “DIARIOS DA PRESIDÊNCIA”, ali sim o verdadeiro vaidoso, autoritário que interviu na PF e na IMPRENSA, e cooptou partidos políticos para suas conquistas. Que vergonha sinto aos 75 anos ter sido tucano.

  7. Remi Backes
    Remi Backes

    Esses vagabundos do STF, não tem moral e não tem mandato pra fazer política e tentar interferir no Legislativo. Presidentes e Líderes de Partidos políticos não podem se acadelar para o Judiciário.

    1. Remi Backes
      Remi Backes

      Está escancarado a preparação do golpe nas urnas em 2022. Não vamos assistir passivamente esta conspiração.

  8. Jefferson Rosa de Toledo Silva
    Jefferson Rosa de Toledo Silva

    Essa cruzada contra o voto auditavel só reforça que existe coisa errada com as urnas atuais.

  9. Delio Domingos Bortolin
    Delio Domingos Bortolin

    Fácil, é só nos eleitores não votarmos em deputado que for contrário ao voto impresso e auditavel. Eu já decidi assim.

    1. Cervantes 51
      Cervantes 51

      Pois é mas este é o ponto com estas urnas não é a gente que vota eles é quem escolhem por nós kkkkkk

      1. FATIMA
        FATIMA

        Ao quarteto de “juízes”, vulgo, mafiosos, já bem conhecidos da população, basta um cochicho ao pé do ouvido das FFAAs com um recado bem curto. Aos deputados unidos aos “juízes” no golpe de 2022, queremos os nomes todo dia. Vamos ver quem pode mais.

    2. Roberto Fakir
      Roberto Fakir

      Precisa desenhar mais do que já está desenhado que eleições no Brasil é jogo de cartas marcadas? Eita povo burro. Com certeza Bolsonaro só ganhou porque teve muito voto. Nos EUA Trump perdeu para o correio. Ano que vem Bolsonaro perde para essas urnas fraudulentas caso não consiga pelo menos 60% dos votos.

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