Contra o voto auditável, líderes partidários se reúnem com ministros do STF

Caciques também foram ao encontro do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso
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Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE
Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

Os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes receberam a visita de caciques de legendas que tentam derrubar o voto auditável. O trio de juízes tomou café da manhã com lideranças das siglas, na quarta-feira 30, que, posteriormente, se encontraram com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. Estiveram nas reuniões Luciano Bivar (PSL-PE), Baleia Rossi (MDB-SP), Luís Tibé (Avante), Gilberto Kassab (PSD) e Valdemar Costa Neto (PL). ACM Neto (DEM-BA) e Bruno Araújo (PSDB-PE) participaram por telefone. Em nome do PP, compareceu a deputada Magarete Coelho (PI) e pelo Republicanos, o deputado Márcio Marinho (BA).

“Ao comentar o voto auditável, Barroso cita ‘confusão’ e ‘golpe'”

Conforme noticiou a Revista Oeste, 11 partidos formaram uma frente contra a impressão do comprovante do voto. A articulação foi encabeçada por Alexandre de Moraes, que substituirá Barroso no comando do TSE, em 2022. O magistrado afirmou não querer mais atritos entre a Corte e o presidente Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo defende a Proposta de Emenda à Constituição que trata do voto auditável. Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, a medida prevê a inclusão de uma impressora nas urnas, com a finalidade de os equipamentos emitirem um documento. Assim, o eleitor pode ter certeza de que votou em determinado candidato. Na sequência, o papel cai em uma urna lacrada.

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Especialista levanta dúvidas sobre o software das urnas

Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios, e gravado num flashcard [uma espécia de pen drive]”, explicou Brunazo, no mês passado, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Leia também: “O que você precisa saber sobre o voto impresso”, reportagem publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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