Advogado afirma que Zé Trovão não se entregará antes de 7 de setembro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão de caminhoneiro que organizava manifestações
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Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, é alvo de mandado de prisão determinado por Alexandre de Moraes
Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, é alvo de mandado de prisão determinado por Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Alvo de um mandado de prisão, o caminheiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, que vem gravando vídeos convocando as pessoas a participarem das manifestações favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro, disse que não vai se entregar à polícia antes do dia 7 de setembro.

A Polícia Federal (PF) está fazendo buscas para localizar Zé Trovão. A prisão foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caminhoneiro é acusado de incitar a prática de atos violentos contra o STF e o Congresso Nacional.

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“Eu ainda não tive acesso [ao mandado de prisão]. Como vou entregar o meu cliente se eu não tive acesso ao processo?”, disse o advogado de Zé Trovão, Levi de Andrade, ao portal UOL. “Conversei com ele há cerca de cinco minutos. E, pela vontade dele, já me adiantou que, se realmente tem esse mandado de prisão, ele não irá se entregar até o dia 7 de setembro.”

Segundo o advogado, Zé Trovão “não cometeu nenhum crime”. A defesa não compreende uma série de restrições [impostas pelo STF].”

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De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, o caminhoneiro teria descumprido determinações de Moraes, entre as quais o bloqueio da chave Pix pela qual vinha recebendo doações para organizar as manifestações do dia 7. Na quarta-feira 1º, Zé Trovão divulgou uma nova chave Pix para receber os recursos.

“[O mandado de prisão] É totalmente inconstitucional. Eu protocolei um habeas corpus já há algum tempo contra as restrições impostas e até agora não foi julgado. Acho muito estranho. Temos visto coisas de um dia para outro serem resolvidas. [O HC] É um remédio jurídico que não pode demorar”, afirmou Andrade.

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