Alvo da CPMI das fake news recebeu R$ 74 mil do fundo partidário

Empresa Jacaré de Tanga prestou serviços para o PSL e para o PRTB, foi listada como plataforma de notícias falsas pelos senadores
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Deputada Lídice da Mata e senador Ângelo Coronel | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Deputada Lídice da Mata e senador Ângelo Coronel | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | CPMI - Fake News- Congresso

Empresa Jacaré de Tanga prestou serviços para o PSL e para o PRTB, foi listada como plataforma de notícias falsas e auxiliou campanha do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP)

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Deputada Lídice da Mata e senador Ângelo Coronel | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Uma empresa alvo de requerimentos de investigação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da fake news recebeu R$ 74 mil do fundo partidário por meio de dois partidos políticos durante o ano passado: o PSL e o PRTB. O youtube ligado a essa companha foi citada como plataforma de divulgação de notícias falsas pelos consultores do Senado.

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Investigação: Relatório da CPMI classificou jornal centenário como plataforma de ‘fake news’

Os pagamentos foram realizados à Jacaré de Tanga Propaganda e Marketing Eireli. Ambos a título de serviços de divulgação na internet. Durante o ano passado, a empresa recebeu quatro pagamentos de R$ 6 mil cada do PRTB – total R$ 24 mil. E outros 5 pagamentos do PSL no valor de 10 mil cada, totalizando R$ 50 mil. Oeste apurou que a contratação foi uma indicação do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) nos dois casos. A empresa foi responsável pela campanha de Frota à Câmara Federal.

Relatório publicidade

Relatório feito pelos consultores da CPMI apontou que o canal do youtube ligado à empresa Jacaré de Tanga seria uma dessas supostas plataformas de divulgação de notícias falsas que recebeu publicidade oficial. Foram 9,3 mil anúncios divulgados por meio do canal. Além disso, essa empresa é alvo de dois requerimentos de quebra do sigilo fiscal relacionado às suas operações financeiras. Os senadores também querem obter detalhes sobre a plataforma de financiamento coletivo chamada Apoia Serviços de Portal e Intermediação de Negócios LTDA, igualmente ligado a ela. Os requerimentos ainda dependem de análise dos senadores.

A suspeita dos integrantes da CPMI das fake news é que a empresa tenha sido paga com dinheiro público para divulgar informações falsas e fazer cyberbullying. A revista Oeste não conseguiu contato com a Jacaré de Tanga, nem com o deputado Alexandre Frota.

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