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Política

Avenida Paulista recebe ato em apoio a Bolsonaro

Via, que é um dos principais cartões portais da cidade de São Paulo, será palco de manifestação neste domingo, 25; mais de 100 autoridades confirmaram presença

bolsonaro avenida paulista
Bolsonaro: ato deve reunir milhares de apoiadores na capital paulista | Foto: Francisco Nero/Futura Press/Estadão Conteúdo

A Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, vai receber manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo, 25. O ato está programado para começar às 15h.

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O protesto programado para a tarde deste domingo foi convocado pelo próprio ex-presidente. Desde 12 de fevereiro, Bolsonaro promove o evento por meio de postagens e vídeos nas redes sociais.

Desde o primeiro momento, o ex-chefe do Executivo do país reforça o tom pacífico do ato na Avenida Paulista. No vídeo em que se dirigiu a seus apoiadores, ele pediu para que as pessoas não levem nem cartazes e nem faixas com dizeres “contra quem quer que seja”. Usar roupas com as cores da bandeira do Brasil, sobretudo verde e amarelo, é outra recomendação do ex-presidente.

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“Quero me defender de todas ás acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses”, disse Bolsonaro, em vídeo do último dia 12. “Mais do que discurso, uma fotografia de todos vocês, porque vocês são as pessoas mais importantes deste evento, para mostrarmos para o Brasil e para o mundo a nossa união, as nossas preocupações e o que nós queremos: Deus, pátria, família e liberdade.”

Operações da PF

A afirmação de Bolsonaro querer se defender não se dá por acaso. A convocação para reunir apoiadores na Avenida Paulista se dá depois de ele e aliados se tornarem alvo da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente Jair Bolsonaro convocou a manifestação, com sucessivos alertas para que a mensagem não seja confusa, há 13 dias. Ele pretende fazer um discurso para se defender das acusações de que tramou um golpe para permanecer no poder, conforme a Polícia Federal (PF) e o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) tentam provar.

Por determinação de Moraes, a PF deflagrou a Operação Tempus Veritatis em 8 de fevereiro. Na ocasião, Bolsonaro teve de entregar seu passaporte às autoridades competentes. Além disso, dois de seus ex-assessores na Presidência da República — Filipe Martins e Marcelo Câmara — foram presos de forma preventiva. Eles seguem detidos até hoje.

Leia também: “A pergunta que Bolsonaro respondeu à Polícia Federal”

De acordo com a PF, a Tempus Veritatis apura suposta “tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito”. Conforme a corporação, que não citou nomes em suas comunicações oficiais, uma “organização criminosa” teria se formado para “obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder.”

Bolsonaro nega quaisquer tentativas nesse sentido. Diante do resultado da última eleição presidencial, ele deixou o poder em dezembro de 2022. Por causa da deflagração da Tempus Veritatis, o ex-presidente prestou depoimento à sede da PF em Brasília na última quinta-feira, 22, mas permaneceu em silêncio.

“Querem a minha cabeça”

jair bolsonaro - convocação - avenida paulista | O ex-presidente Jair Bolsonaro chama, em vídeo divulgado nas redes sociais, apoiadores para evento na Avenida Paulista | Foto: Reprodução/Twitter/X/@jairbolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro chama, em vídeo divulgado nas redes sociais, apoiadores para evento na Avenida Paulista | Foto: Reprodução/Twitter/X/@jairbolsonaro

A Tempus Veritatis não foi, entretanto, a primeira operação da PF contra aliados de Bolsonaro em 2024. Em 27 de janeiro, Carlos Bolsonaro, vereador carioca e filho do ex-presidente, foi alvo de ação que investigava suposta espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Dias antes, os deputados federais pelo PL do Rio de Janeiro Carlos Jordy e Alexandre Ramagem também haviam entrado na mira da Polícia Federal.

Leia também: “Bolsonaro, aborto e indulto: Flávio Dino vai herdar mais de 300 processos de Rosa Weber”

Ao participar da edição de 1º de fevereiro do programa Oeste Sem Filtro, Bolsonaro reclamou as ações da PF, rechaçou as acusações de uma Abin “paralela” ter sido formada durante seu governo e criticou diretamente o STF e o Tribunal Superior Eleitoral. “Sou a cereja do bolo”, disse o ex-presidente. “Querem minha cabeça.”

Mobilização em apoio a Bolsonaro na Avenida Paulista

No decorrer dos últimos dias, o ato convocado por Bolsonaro mobilizou aliados. Na tarde de sexta-feira 23, mais de cem políticos confirmaram presença no evento deste domingo na Avenida Paulista. A lista conta com três governadores: Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Jorginho Melo, de Santa Catarina; e Ronaldo Caiado, de Goiás. Além disso, oito senadores e dezenas de deputados federais avisaram que irão comparecer à manifestação.

Ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República e atual advogado de Bolsonaro, Flávio Wajngarten disse, na sexta-feira, que espera 700 mil pessoas na Avenida Paulista na mobilização em apoio ao ex-presidente.

Leia também: “O Brasil do avesso”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 204 da Revista Oeste

E mais: “Prova? Para que prova?”, por J. R. Guzzo

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4 comentários
  1. Ed Camargo
    Ed Camargo

    A mudança só pode ser conseguida quando tivermos a coragem de falar sobre as injustiças que vemos e sofremos.
    Quando insultado pela injustiça, enfrente-a, enfrente-a e exija o seu direito e a sua justiça.
    A natureza do ser humano exige respeito em tudo, e aqueles que violam as suas leis raramente as violam impunemente.
    A única coisa que temo é um mundo onde a injustiça exista e o ódio possua nossos corações. Infelizmente já chegamos a esse ponto crucial. Esse é o estágio mais sombrio pelo qual a humanidade já passou, esse é o estágio do reino pela força bruta. Assim agiram os regimes Comunistas através da história e chegamos ao ponto de ter as atrocidades do passado se repetindo em nosso país, implodindo a República e transformando o Brasil em um absoluto regime totalitário comunista.
    Não pode haver paz sem justiça. Como sabemos, aqueles ( STF ) que deveriam preservar e aplicar a justiça, se tornaram os violadores da justiça e também nossos opressores. Com isso em mente, há uma pergunta que você deve perguntar-se: “Se não eu, então quem?”
    Se não eu, quem defenderá as pessoas cujas vozes não estão sendo ouvidas?
    Se não for eu, quem defenderá o direito de todas as pessoas levarem uma vida de alegria e dignidade?
    Se não eu, quem defenderá os fatos, a razão, o aprendizado e a verdade?
    Se não eu, quem defenderá a bondade?
    Se não eu, quem defenderá a honestidade?
    Se não eu, quem defenderá a generosidade?
    Se não eu, quem defenderá a igualdade e a justiça?
    Seguir o que é bom e justo; é estar disposto a ser ferido na guerra. Protestar em causas de “não-violência” é melhor do que uma causa em que não há justiça alguma.

  2. Helene Bezerra Moreira
    Helene Bezerra Moreira

    Adoraria participar mas não moro em SP!! Espero ansiosa para ver a multidão que apoia o Bolsonaro!

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