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Política

Bolsonaro defende reajuste a servidores

'A gente não quer furar teto, fazer nenhuma estripulia, mas não custava nada atendê-los', afirmou o presidente

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em entrevista concedida a jornalistas no Palácio da Alvorada nesta sexta-feira, 24, o presidente Jair Bolsonaro defendeu os reajustes aprovados no Orçamento de 2022 para servidores públicos federais.

Na proposta aprovada nesta semana pelo Congresso, ficou assegurado o montante de R$ 1,7 bilhão para bancar o aumento salarial de policiais federais. A decisão motivou uma “debandada” na Receita Federal, com a saída de auditores e analistas que ocupavam cargos de confiança como delegados e chefes do órgão.

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Eles afirmam que a Receita teve seu orçamento reduzido em mais de 50% e que o corte equivale ao valor destinado para o pagamento do aumento salarial nas carreiras da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

“Agora, a questão do teto… Eu sei que tem equilíbrio de contas, um montão de coisas aí, mas é mortal”, disse Bolsonaro. “A gente não quer furar teto, fazer nenhuma estripulia, mas não custava nada atendê-los”, completou o presidente.

“Ninguém pode prometer nada se não está no Orçamento. Realmente, o servidor está com dificuldade”, justificou Bolsonaro.

Durante a entrevista, o presidente citou gastos com folha de salários na saúde e o reajuste obrigatório de 10% nas aposentadorias.

“O impacto é bastante grande e nós temos o teto. Esse é o problema”, afirmou. “Em governos anteriores, não tinha o teto, então não tinha problema.”

Como noticiado por Oeste, funcionários da Receita aprovaram uma greve para a segunda-feira 17. A decisão foi tomada ontem, depois de reunião do Sindicato Nacional dos Auditores (Sindifisco). Aderiram ao movimento 97% dos 4,3 mil votantes. O Sindifisco comunicou que as atividades nas fronteiras terão ritmo reduzido.

Os servidores aprovaram ainda “a entrega ostensiva de todos os cargos em comissão e funções de chefia em todos os níveis hierárquicos na RF”. Segundo eles, as posições não serão ocupadas até que o governo Bolsonaro faça a publicação do decreto de regulamentação do bônus de eficiência.

3 comentários
  1. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Custará muito, sim. O Brasil está com mais de treze milhões de drsempregados. O funcionalismo público, boa parte deles tem altíssimos salários. O que acontecerá: mais aumento de impostos em cima de nós que não estamos aguentando a pagar mais do que estamos pagando. Uma pequena compra de 300,00, desconta 113,00 em impostos aqui no Rio de Janeiro. Isto não é normal. Está muito complicado e Bolsonaro para fazer populismo com as categorias, prejudicará mais ainda o Brasil. Se acham que ganham pouco, dê lugar para outra pessoa.

    1. Renata Thomaz
      Renata Thomaz

      Não vi matéria sobre o pessoal da Receita que entregou os cargos…

  2. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Peço a revista oeste que nos proporcione uma listagem dos salários iniciais e em que período e quais salários atingem no final da carreira com adicionais, gratificações, brindes, auxílios moradia e outras guloseimas, das seguintes carreiras da elite do funcionalismo público, RECEITA FEDERAL, JUDICIÁRIO, MINISTERIO PÚBLICO, DEFENSORIA PÚBLICA, POLÍCIA FEDERAL, BANCO CENTRAL.
    Para confrontar com estes “injustiçados servidores” especialmente da RECEITA e JUDICIÁRIO, em grande parte substituíveis pela tecnologia avançada dos sistemas, seria importante relacionar as remunerações das carreiras de oficiais das FORÇAS ARMADAS, os níveis de instrução e tempo de serviço para chegar ao topo da carreira.
    Curiosamente, nenhum servidor dessas categorias pede demissão para ganhar melhor na atividade privada. Enquanto isso 95% da população que opera na atividade privada com níveis de instrução semelhante, estão desempregados, aceitando menores remunerações para sustentar suas famílias e sem qualquer estabilidade profissional para projetar seu futuro, neste mesmo BRASIL. E vão fazer greve????????

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