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Política

Zanin nega pedido do PL para Bolsonaro ser julgado pelo plenário do STF

O presidente da 1ª Turma do Supremo seguiu entendimento já firmado pela Corte

Zanin manteve julgamento de Bolsonaro fora do plenário e contrariou estratégia do PL para ampliar a análise do caso | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Cristiano Zanin manteve julgamento de Bolsonaro fora do plenário e contrariou estratégia do PL para ampliar a análise do caso | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma da Corte, negou um pedido do Partido Liberal (PL) para que o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro fosse analisado no plenário da Corte. A decisão é desta quinta-feira, 5.

Desde o início do julgamento, ministros do STF já indicavam rejeição ao pedido. Votos anteriores e decisões da própria 1ª Turma sustentavam esse entendimento.

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Ação do PL em favor de Bolsonaro

Na ação apresentada ao Supremo, o PL solicitou que o plenário referendasse a competência para julgar autoridades — já que os supostos crimes teriam ocorrido durante o exercício da função de presidente da República.

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Para sustentar o pedido, o partido citou o artigo 5º, inciso I, do Regimento Interno do STF. Segundo o partido, esse item, ao definir a competência do plenário para julgar certos crimes de autoridades específicas, teria natureza de “lei em sentido material”.

Apesar da argumentação, Zanin rejeitou o pedido. Conforme o ministro, a situação atual não se enquadra nas hipóteses já pacificadas pelo STF.

“A ação não reúne condições de prosseguimento”, escreveu Zanin. “Pretende revisitar interpretação conferida à norma regimental pelo próprio Supremo Tribunal Federal, por meio de decisões que inclusive já transitaram em julgado, proferidas pela 1ª Turma.”

Além disso, Zanin afirmou que a Turma já havia analisado recursos semelhantes no caso que trata da suposta trama golpista. Segundo ele, esses recursos mencionavam o mesmo artigo do regimento e buscavam manter a prerrogativa de foro, uma vez que os atos foram praticados no exercício do cargo.

3 comentários
  1. Maria Aparecida Teixeira
    Maria Aparecida Teixeira

    MAS E CLARO QUE NEGOU,ACHAM QUE IRIAM CORRER O RISCO DO NUNES OU O MENDONÇA DE PEDIREM VISTAS,E ATRAPALHAR O QUE JA ESTA DECIDIDO,ASSIM FICA FACIL,SÓ OS INIMIGOS QUE TEM QUE JULGA LO

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O que temos no Judiciário e especialmente no STF: um grupo de militantes de esquerda, limitados, tendenciosos e que farão de tudo para manterem o establishment que é extremamente favorável ao medíocre, incompetente, amoral, desqualificado, oportunista e criminoso.
    Esperar coisa diferente de uma amostra de 5 de seus integrantes, é uma piada de péssimo gosto, de repulsa e de terror: na caldeira, cada litro d’água se encontra praticamente à mesma temperatura e pressão!

  3. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Será que os idiotas do executivo e do judiciário acreditam mesmo que conseguirão “calar de vez” a oposição no Brasil condenando e prendendo o Bolsonaro? Será que se esqueceram de que a PIOR presidente do Brasil e o PT foram expurgados do PT quando o Bolsonaro nem era conhecido ainda? Se esqueceram do Nas Ruas, Vem Pras Ruas, MBL e outros movimentos?

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