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Política

CCJ da Câmara aprova reforma administrativa

Ministério da Economia estima que a reforma vá gerar economia de R$ 300 bilhões em dez anos

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Bia Kicis | Foto: Reprodução/TV Câmara

Por 39 votos favoráveis e 26 contrários, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 25, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa. Agora, o texto será analisado por uma comissão especial.

A CCJ avalia apenas a constitucionalidade da proposta, o mérito será discutido na próxima etapa. A reforma, enviada pelo governo federal, restringe a estabilidade no serviço público e cria cinco tipos de vínculo com o Estado. O Ministério da Economia estima que a reforma vá gerar uma economia de R$ 300 bilhões em dez anos.

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A proposta tem como objetivo alterar as regras para os futuros servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, Estados e municípios. O texto, contudo, não inclui parlamentares, magistrados (juízes, desembargadores, ministros dos tribunais superiores), promotores, procuradores e militares. Atuais servidores também não devem ser afetados.

Supressões do relator

Por decisão de Darci de Matos (PSD-SC), relator da proposta, três ítens foram retirados do texto. Um dos quais, previa novos princípios de “imparcialidade, transparência, inovação, responsabilidade, unidade, coordenação, boa governança pública e subsidiariedade”. Matos deliberou que fossem mantidos apenas os princípios da administração pública que já existem: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Segundo o deputado, “embora seja boa a intenção”, a inclusão destes princípios geraria insegurança jurídica, por possibilitar interpretações diversas que poderiam ser questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF).

O relator também retirou o ponto que proibia que servidores ocupantes dos chamados “cargos típicos de Estado” pudessem exercer qualquer outra atividade remunerada. Ele considerou o trecho inconstitucional porque impedia o exercício de outra atividade mesmo que houvesse compatibilidade de horários.

Foi suprimida também a parte que permitia ao presidente da República extinguir da administração pública autarquias e fundações. Na visão de Darci Matos, essas entidades são vinculadas e não subordinadas aos ministérios, e a possibilidade de extinção por decreto do chefe do Poder Executivo prejudicaria o modelo de separação de poderes.

12 comentários
  1. Eduardo G D Cardoso
    Eduardo G D Cardoso

    Em outras palavras, pode mudar tudo desde que não mexa em nada. Não é isso, senhor
    deputado Darci de Matos do PSD de Santa Catarina?

  2. Ricardo G. Filho
    Ricardo G. Filho

    Excelente notícia – mais uma reforma essencial encaminhada por Bolsonaro.

    1. Livre
      Livre

      É vc q tá achando isso… não percebes q essa redução vem com os 450 mil mortos da Covid… logo vejo q é um Bostanaro!

    2. Artur Passoni
      Artur Passoni

      Inveja mata , os esquerdopatas tiveram 40 anos pra melhorar o Brasil e que fizeram, deixaram terra arrasada. Quatro anos do Bolsonaro vai ser infinitamente melhor do que 40 dos esquerdopatas.

  3. José Roberto Soares Batista
    José Roberto Soares Batista

    Boa, bla, bla.. kd os 900 bilhões economizados com a reforma da previdência. Ja se passaram 2 anos, no mínimo temos em caixa 160 bilhões. É isso!? Desculpe, mas a mesma conversinha de economes. Pra aprovar essas reforma faz-se grande estimativa econômica/ financeira e depois de aprovado, nem toca no assunto.

    1. Daniel Magno Baptista
      Daniel Magno Baptista

      A economia não é linear e aumenta em curva progressiva até décimo ano. É assim que funciona a previdência. Conta de padeiro não vale em questões atuariais. Estudando um pouco vai ter suas resposta.

      1. Livre
        Livre

        É só morrer mais 450 brasileiros velhinhos aposentados, esse é o plano do desgoverno com imunização de rebanho…

    2. Walter Menezes
      Walter Menezes

      Esqueceu que a guerra contra o covid-19 levou quase um trilhão de Reais ou tá apenas perguntado algo que vc sabe a resposta, mas que tem a esperança de convencer algum outro trouxa?

      1. Livre
        Livre

        Pois é com 450 mil mortos essa meta será batida facilmente, não é Guedes?

    3. Livre
      Livre

      Vc esqueceu dos 450 mil mortos! Sabe sabe qual foi o tamanho da redução da despesa, nas aposentadorias com os mortos? É por isso q esse desgoverno fala em rebanho, porteira aberta, passeio de moto…. Qto mais mortos melhor para p Bozo e Paulo Guedes!!! Acorda povo brasileiro..

  4. Anita Perez
    Anita Perez

    Como assim retirou item que previa os novos princípios da administração pública: imparcialidade, transparência, inovação, responsabilidade, unidade, coordenação, boa governança pública e subsidiariedade?
    Não querem transferência? Pensando bem, está coerente com o que estamos infelizmente vivendo.
    E os outros princípios, porque não? Sem eles é porteira aberta para ineficiência e corrupção.

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