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Política

CNJ diz que extinção das 'saidinhas' não reduz a criminalidade

Relatório do Conselho Nacional de Justiça aponta que apenas 4,1% dos presos não retornam das saídas temporárias

Imagem mostra área externa do presídio de segurança máxima, onde líderes do PCC ficam presos
CNJ apontou que é preciso ter atividades de ressocialização para reintegrar presos à sociedade com o fim da 'saidinha' | Foto: | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) comunicou que não há evidências de que a extinção das saídas temporárias de presos, conhecidas como “saidinhas”, contribua para a redução da criminalidade no Brasil.

A conclusão sobre as “saidinhas” está em um relatório enviado ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa uma ação contestando a norma aprovada pelo Congresso.

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Conforme o CNJ, apenas 4,1% dos detentos beneficiados pelas “saidinhas” não retornaram aos presídios, sem impactar negativamente a segurança pública. Esse dado abrange os anos de 2021 a 2023.

Além disso, o relatório destaca que aproximadamente 283 mil indivíduos continuarão presos de forma contínua, implicando um custo adicional de cerca de R$ 6 bilhões ao governo em um ano.

Importância das “saidinhas”

O CNJ argumentou em relatório, com o fim da “saidinha”, que existe a necessidade de implementar atividades de ressocialização para reintegrar presos à sociedade.

“As saídas temporárias são um importante instrumento do sistema progressivo de cumprimento de pena para o processo de retorno à liberdade e convívio social”, afirma o Conselho.

Em 28 de maio, o Congresso rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto sobre as “saidinhas”. A nova legislação impede que presos saiam para visitar a família ou participar de atividades sociais, exceto para estudar em instituições na mesma comarca da prisão.

Antes, o benefício era concedido em datas comemorativas e para detentos em regime semiaberto. Agora, apenas presos de baixa periculosidade podem sair para estudar.

Congresso derrubou veto de Lula

Em maio deste ano, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei das Saidinhas. Em derrota para o governo federal, a oposição manteve trecho da Lei 2.253/2022 que impede presos do regime semiaberto a saírem dos presídios em feriados nacionais

Foram 366 votos a favor da derrubada do veto de Lula e 140 contrários. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), conseguiu adiar por duas sessões a análise das “saidinhas”, mas não foi o suficiente para articular a manutenção do veto.

O relator da chamada Lei das “Saidinhas”, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo e deputado federal licenciado, Guilherme Derrite (PL-SP), esteve no Congresso Nacional para acompanhar a votação para derrubada do veto.

3 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    CNJ: levem os bandidos para casa de vocês, o quê não pode é ficar defendendo bandidos sem hospedá-los em casa! Que o raio os partam1

  2. jose luiz
    jose luiz

    Fala sério. Este mesmo CNJ que não vê nenhuma irregularidade em ministros do STF ou STJ participarem de eventos fora do país patrocinados por empresas e com participantes (cuja participação custa uma boa grana) com processos nesses tribunais? Acorda Brasil. Precisamos ser redescobertos e recomeçar do zero.

  3. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    O c n j é composto por petistas e tbm morrem de medo do careca seus dados não são confiáveis e tbm suas decisões. Façam um enquete publica e vejam o que os brasileiros acham. Será que tem coragem pra isso?

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