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Política

CNMP pune ex-coordenador da extinta Operação Lava Jato no RJ

Procurador e colegas de força-tarefa foram acusados de divulgação de informações sigilosas

CNMP
Rio de Janeiro - O procurador Eduardo El Hage durante coletiva de imprensa sobre a Operação Rizoma na sede da Polícia Federal, na zona portuária do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, em sessão realizada na segunda-feira 19, aplicar a pena de suspensão por 30 dias ao procurador da República Eduardo El Hage, que foi coordenador da extinta força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Com a decisão, o procurador ficará impedido de participar, por cinco anos, de forças-tarefas, grupos especiais ou mesmo de ocupar cargos de confiança no Ministério Público Federal (MPF).

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A decisão foi tomada no procedimento administrativo disciplinar, aberto em outubro do ano passado, contra Hage e mais 11 membros da antiga força-tarefa por suposto vazamento de informação sigilosa. A procuradora da República Gabriela Câmara foi punida pelo CNMP com pena de censura. Os demais membros da extinta força-tarefa foram absolvidos.

O processo disciplinar foi aberto a pedido da defesa dos ex-senadores Romero Jucá e Edison Lobão e pelo filho de Edison, Márcio Lobão. Eles alegam que houve vazamento de informação sigilosa quando o site do MPF do Rio publicou dados em seu site sobre o ajuizamento de uma denúncia contra os três, envolvendo supostos crimes praticados por eles na construção da usina Angra 3.

Os procuradores disseram que não havia nenhum pedido de segredo de Justiça pela acusação ou defesa. Alegaram, também, que não fora decretado sigilo pelo juiz no momento em que a denúncia foi apresentada à Justiça e divulgada na página oficial na internet pela assessoria de comunicação do MPF.

Os procuradores informaram ao CNMP que o processo chegou a ser indevidamente classificado como sigiloso quando foi registrado no sistema eletrônico da Justiça Federal, mas argumentaram que isso foi feito de maneira automática e equivocada pelo próprio sistema, o que foi corrigido dias depois.

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7 comentários
  1. Dr. Ferreira
    Dr. Ferreira

    Se não foi decretado o sigilo não houve crime, estranho o procedimento do CNMP.

  2. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Quem não conhece estas figuras ? Alguém tem alguma dúvida do crime cometido ?

  3. Jose maria soares
    Jose maria soares

    “No Brasil o crime compensa? Não sei”? Se nem o ministro soube dizer não, podemos dizer sim.

  4. jose angelo baracho pires
    jose angelo baracho pires

    Essa bronca não pode ficar assim.
    Tem muita gente com 12mm nas costas e malfeitos escondidos.

  5. Paulo Sergio Tosi
    Paulo Sergio Tosi

    Alguém ainda tem dúvidas de que o “sistema” é incansável?

  6. Mara Nadia Jorge Mattos
    Mara Nadia Jorge Mattos

    Os corruptos são libertados e o procurador punido, total inversão de valores.

  7. MARCO ANTONIO CARDOSO VILARINHO
    MARCO ANTONIO CARDOSO VILARINHO

    Baseado nas informações da reportagem, trata-se de mais um injustiça. Porém, tratando-se de Brasil, onde mexer com gatunos graúdos é sempre arriscado, nada de anormal. Daqui a uns anos, pode ser que os que agora acusam e condenam, venham a ser removidos, aí reverte tudo.

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