A sessão da CPMI do INSS desta segunda-feira, 23, acabou cancelada com a notícia de última hora da internação do depoente Rodrigo Ortiz D´Avila Assumpção, presidente da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).
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A informação foi repassada pela assessoria de imprensa do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Ainda não há detalhes sobre o estado de saúde de Assumpção — que ainda não entregou o atestado à presidência da comissão.
Convocação na CPMI do INSS
A convocação do titular da Dataprev foi aprovada a partir de dois requerimentos apresentados em agosto de 2025, que apontam falhas operacionais, vulnerabilidades de segurança e possíveis brechas que teriam favorecido fraudes em larga escala.
Um dos pedidos, assinado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), destacou o papel central da Dataprev no funcionamento do sistema previdenciário: “Trata-se de uma estrutura estratégica cuja eficiência e segurança impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros”.
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O documento também chamou a atenção para problemas graves de segurança cibernética. Segundo o senador, o vazamento de mais de 400 senhas internas, identificado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e reconhecido pela própria estatal, “expôs dados sensíveis e ampliou significativamente o risco de acessos indevidos a benefícios” .
A instabilidade recorrente da plataforma Meu INSS também foi citada como fator de preocupação, diante do impacto direto no atendimento aos segurados.

Outro requerimento, apresentado pelo presidente da CPMI, reforçou a necessidade de esclarecimentos sobre falhas sistêmicas que podem ter contribuído para o avanço das irregularidades.
“Diversos fatos recentes evidenciam falhas de governança e vulnerabilidades que impactaram diretamente o funcionamento do INSS e podem ter favorecido fraudes”, afirmou o senador .
Entre os pontos levantados está a decisão de manter sistemas considerados mais antigos e vulneráveis para o cadastro de descontos associativos, mesmo depois da disponibilização de soluções mais modernas. Segundo Viana, essa escolha “facilitou a atuação de fraudadores” .
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O requerimento também detalha falhas operacionais recorrentes. Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam que os sistemas do INSS ficaram fora do ar por 1.466 horas entre agosto de 2023 e dezembro de 2024 — o equivalente a mais de dois meses de paralisação . Em outro episódio, erros técnicos levaram à emissão de laudos periciais com textos genéricos, como “blá-blá-blá”, evidenciando fragilidades nos controles internos.
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