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Política

Confederação Nacional dos Bispos questiona descriminalização do aborto

A CNBB solicitou ao STF a anulação dos votos de Nunes Marques e da ex-ministra Rosa Weber

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) argumentou que o regimento interno do STF não prevê a retirada do destaque que permitiu a retomada do julgamento do aborto | Foto: Jcomp/Freepik
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) argumentou que o regimento interno do STF não prevê a retirada do destaque que permitiu a retomada do julgamento do aborto | Foto: Jcomp/Freepik

Questionamentos sobre a legalidade dos votos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo de descriminalização do aborto marcam o debate jurídico em andamento. A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por exemplo, solicitou à Suprema Corte a anulação dos votos de Nunes Marques e da ex-ministra Rosa Weber. A entidade destacou possíveis irregularidades na tramitação do julgamento.

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De acordo com a CNBB, o voto apresentado por Rosa Weber teria sido anexado de maneira incompleta. O grupo ainda alega que o voto de Nunes Marques foi registrado depois do pedido de destaque feito pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, responsável por interromper temporariamente o julgamento.

Contestações sobre o andamento do julgamento sobre o aborto

A confederação argumentou que o regimento interno do STF não prevê a retirada do destaque que permitiu a retomada do julgamento. Na visão da entidade, a ação impediria Barroso de votar naquele momento. Para a CNBB, o magistrado agiu de forma precipitada, “deixando milhares de decisões pendentes”.

gravidez - aborto - stf- senado
Depois do voto de Barroso, o ministro Gilmar Mendes solicitou destaque e suspendeu o julgamento no plenário virtual | Foto: Reprodução/Freepik

O STF analisa desde 2017 uma ação do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) que pede a descriminalização do assassinato de bebês até doze semanas de gestação. A legenda afirma que a proibição “fere direitos fundamentais das mulheres, como vida, liberdade e integridade física”. Atualmente, a legislação permite a interrupção da gravidez em casos de estupro, risco à vida da gestante ou anencefalia do feto, sem limite de idade gestacional.

Leia mais: “As implicações político-filosóficas da liberalização do aborto no Brasil”, artigo de Flávio Gordon publicado na Edição 185 da Revista Oeste

Depois do voto de Barroso, o ministro Gilmar Mendes solicitou destaque e suspendeu o julgamento no plenário virtual. Em 2023, Barroso já havia pedido que o tema fosse transferido para o plenário físico.

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Mas não apoiavam a esquerda ,pra aumentar os fiéis. Esquerdista é ATEU.

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