Deputada quer cota estudantil para quem deixar cadeia em São Paulo

Dados citados pela parlamentar Érica Malunguinho revelam que a maioria dos presos não concluiu o ensino fundamental
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Proposta foi apresentada na Alesp | Foto: Divulgação
Proposta foi apresentada na Alesp | Foto: Divulgação

A deputada estadual Érica Malunguinho (Psol) apresentou proposta na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para reservar cotas de 10% das vagas em Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) para quem deixar o sistema prisional ou a Fundação Casa, instituto que presta assistência a jovens de 12 a 21 anos incompletos no Estado de São Paulo.

Atualmente, há reserva de vagas para pessoas negras (3%) e estudantes da rede pública (10%). De acordo com a justificativa da psolista, o “sistema de pontuação não é suficiente para dar conta do que está previsto nos acordos e legislações (sobre cotas). Além disso, existem outros grupos que precisam ser amparados pelas políticas públicas, como pessoas egressas do sistema prisional e egressas ou internas da Fundação Casa”, citou a parlamentar.

A proposta foi protocolada na sexta-feira 20. A deputada observou ainda que quase 70% dos internos da Fundação Casa têm entre 15 e 17 anos, “faixa etária em que o ingresso nas Escolas Técnicas passa a ser uma possibilidade para aqueles que têm uma perspectiva de desenvolvimento pessoal por meio do mercado de trabalho formal”.

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De acordo com dados citados pela deputada sobre pessoas que estão no sistema carcerário, a maioria não concluiu o ensino fundamental. Das 700 mil pessoas presas (dados de 2016), cerca de 200 mil estão no Estado de São Paulo.

A parlamentar cita ainda dados de 2019 da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania da Secretaria de Administração Penitenciária, que aponta quase 100 mil atendimentos para pessoas que deixaram as cadeias paulistas.

“Ressalta-se que todas essas pessoas buscavam a regularização de documentos pessoais, encaminhamentos para cursos profissionalizantes e oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Todavia, apesar da alta demanda, apenas 32 pessoas foram inseridas no mercado de trabalho e 14 encaminhadas para cursos de capacitação profissional, segundo o relatório de ações da Coordenadoria”, citou a deputada.

A proposta será encaminhada para as comissões da Alesp.

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19 comentários Ver comentários

  1. “Criando dificuldade pra vender facilidade”….. O PT e seus braços destruiram com o ensino fundamental do Pais, estão acabando com a família, religiosidade, valores e principios dos jovens atuais e agora querem posar de bons samaritanos……
    Então vamos continuar passando para os jovens atuais que: “não vale a pena se esforçar, ser correto, respeitar as pessoas e as leis da sociedade, pois no final, os mais “malandros” ainda serão os mais privilegiados e voce que foi correto a vida toda ainda terá que sustentar esta corja……..pra onde estamos caminhando?????????inacreditavel…..ainda querem fazer parecer que o maluco, homofóbico, preconceituoso, etc….é quem pensa e fala o que estou falando…….é o fim…….

  2. É a capacidade do esquerdista quando tem algum mando de campo, é no que têm competência, tentar a todo custo privilegiar a criminalidade, manter a miséria, criar divisões em classes especiais para que disputem entre elas as benesses do Estado. A esquerda reúne todo o lixo da sociedade para a promoção deles próprios, do próprio lixo, jamais para a higienização e recuperação do indivíduo; e sempre com prejuízos evidentes para a parcela boa da sociedade.
    Loucura!

  3. Essas pessoas são as que têm as melhores condições para estudar. É na própria prisão. Então esse programa deveria ser implantado dentro do próprio sistema prisional e não só na fundação Casa. Qualquer sistema de cotas é discriminatório e sou contra todos eles. Mas há muita coisa a se fazer socialmente e, neste caso, dentro dos presídios.

    1. Perfeitamente, prezado Luiz Antônio!
      Mesmo quando tem uma bom diagnóstico, a esquerda SEMPRE erra no tratamento! Os presos têm duas condições essenciais para estudar: manutenção garantida e tempo de sobra (o que certamente não terão ao sair). Então, que estudem na prisão, e sempre com um ensino profissionalizante junto, para terem como se manterem ao sair. Mas a esquerda, tem SEMPRE que TIRAR de alguém para fazer qualquer coisa. Então, dá-lhe cota! E com uma vantagem: já que vão tirar uns e por outros, o custo é ZERO! Música para os ouvidos progressistas!
      Abraço!

    2. Em se tratando dos maiores de 14 nem isso. O que deveriam ser é aprendizes na prisão, mas totalmente na prática, sem merecer cursos mais complexos estilo os da Etec e Fatec, nem sequer dentro da prisão (E isso quando não tiverem feito crimes hediondos, por que nesse caso, com mais de 14 anos, deveriam mais é receber a lei de talião, exceto talvez não receber a morte, mas para não reincidir, deveria haver (e fazer uma nova constituição para que houvesse) ou prisão perpetua com auto-sustento literal (e sustento da vigilância e de uma parte dos bandidos daquela prisão equivalente à proporção de desempregados em cada estado em cada ano, e em cada ano se sorteariam alguns para não roubarem emprego da população solta) ou então, se não isso, que se fizessem uma operação no cérebro (estilo lobotomia, mas agora em qualquer realmente merece isso), ou mão, ou qualquer órgão do tipo, para que fosse, fisicamente impossível que reincidissem ao ser soltos mas que fosse possível que fizessem trabalhos bem taylorizados sem precisar inteligência para se auto-sustentarem ao ser soltos.

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