Relator do caso que envolve a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, o ministro Jhonatan Pereira de Jesus chegou ao Tribunal de Contas da União (TCU) depois de trajetória política no Congresso, sem um histórico técnico consolidado na área de controle externo.
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Ele chegou à Corte como ex-deputado federal por Roraima, depois da aposentadoria da ministra Ana Arraes. Seu pai, Mecias de Jesus, atua como senador pelo mesmo Estado. A Câmara dos Deputados indicou Jhonatan diretamente para a vaga, com apoio explícito de Arthur Lira, ex-presidente da Casa. O ministro, durante sua posse, referiu-se a Lira como “querido amigo”. A indicação contou com uma ampla coalizão: MDB, PDT, Podemos, PP, PSB, PSD, União Brasil e duas federações partidárias: PSDB-Cidadania e PT-PCdoB-PV.
Mesmo depois de deixar o mandato parlamentar, a interlocução com lideranças políticas continuou. Desde a posse no TCU, 24 das 47 agendas públicas de Jhonatan envolveram políticos do Centrão ou autoridades de Roraima, conforme levantamento do jornal O Estado de S.Paulo.

Episódios envolvem familiares de ministro do TCU
O nome do ministro também apareceu em reportagens que trataram de episódios que envolvem sua família. Reportagem da CNN Brasil informou que um veículo de luxo da marca BMW, registrado em nome da mulher de Jhonatan, foi apreendido em uma operação da Polícia Federal e incluído na lista de bens confiscados em investigação que envolve Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O “Careca” é apontado como intermediário de um esquema bilionário de desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele foi alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos indevidos aplicados a beneficiários da Previdência Social.
No âmbito da investigação, foram apreendidos carros de luxo, entre eles Ferrari, McLaren, Porsche, BMW, Land Rover e outros veículos, além de embarcação avaliada em milhões de reais. De acordo com a reportagem, o veículo BMW registrado em nome da mulher de Jhonatan estava guardado em uma garagem e foi relacionado ao conjunto de bens apreendidos na operação.
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Além desse caso, reportagem de O Estado de S.Paulo informou que a mulher do ministro foi apontada como funcionária fantasma na Câmara dos Deputados, com salário em torno de R$ 12 mil mensais. Depois de o jornal procurar Jhonatan para comentar o caso, ela foi exonerada do gabinete do deputado Gabriel Mota (Republicanos-RR), do mesmo Estado e partido de Jhonatan.
No campo patrimonial, reportagem da Folha de S.Paulo informou que Jhonatan declarou a aquisição de mais de R$ 800 mil em cavalos. Segundo o jornal, o ministro afirmou que o valor era compatível com sua renda. Com salário bruto de R$ 41,8 mil, a renda líquida é de R$ 31,7 mil. As parcelas da compra dos cavalos somam R$ 20,4 mil mensais, o equivalente a cerca de 60% desse valor.
Os episódios noticiados pela imprensa não resultaram em imputação criminal direta a Jhonatan. O ministro segue como relator do processo no TCU que trata da atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master, tema que permanece em análise no tribunal.
Leia também: “Pessimismo econômico”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 207 da Revista Oeste



TCU realiza inspeção no Banco Central sobre liquidação do Banco Master 



































Se não fizer uma faxina geral este país vai continuar afundando.
Como sempre mais um desonesto do norte/nordestrese metendo onde não devia , aliás em sujeito não tem nenhum conhecimento sobre o assunto. Mas no Brasil é tudo uma esculhambação e tem o psicopata querendo o dinheiro do master
Pobre povo brasileiro, Brasil vive uma corrupção nos três poderes (real) jamais comparável a filmes mafiosos que vimos ao longo dos anos.
Como é possível eleger um deputado com esse curriculum, e ainda, ser admitido em uma instituição federal com o TCU,
Vai que cola, amigão