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Política

Deputado reage a arquivamento do CNJ e cobra investigação contra Toffoli

Ubiratan Sanderson (PL-RS) afirma que ‘corporativismo no Judiciário’ impede responsabilização de ministros do STF

Sanderson
Sanderson explicou que sua iniciativa não teve com objetivo abrir um processo criminal contra Toffoli, mas uma apuração de caráter administrativo | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Em entrevista ao Jornal da Oeste nesta quinta-feira, 29, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) reagiu ao arquivamento de sua representação contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O parlamentar classificou a decisão como um sintoma do “corporativismo que toma conta do Judiciário” e cobrou uma resposta do Congresso Nacional.

O CNJ arquivou o pedido apresentado por Sanderson nesta quarta-feira, 28. O texto solicitava a apuração de possíveis infrações administrativas cometidas por Toffoli, depois das revelações de vínculos entre o ministro e o Resort Tayayá, no Paraná.

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Conforme Oeste, um dos argumentos do CNJ foi a ausência de competência constitucional para investigar integrantes do STF.

“Se o CNJ, que tem justamente a função de exercer o controle externo da atividade da magistratura, não pode fiscalizar um ministro do STF, sinceramente, o CNJ deixa de ter função”, criticou o deputado.

Sanderson explicou que sua iniciativa não teve com objetivo abrir um processo criminal contra Toffoli, mas uma apuração de caráter administrativo. Segundo ele, a representação tratava de possíveis infrações previstas na Lei Orgânica de Magistratura, que, em sua avaliação, justificariam a abertura de um processo disciplinar.

Além disso, o parlamentar recordou que cabe ao corregedor nacional de Justiça atuar justamente em situações como essa, com o objetivo de “moralizar o Poder Judiciário”.

Deputado indica o Senado como única saída política

Diante da decisão do CNJ, Sanderson indicou o Senado como o único caminho político possível para responsabilização. “Só há um recurso: o Senado instaurar um processo de impeachment”, disse. “E, nesse processo, chamar todos os ministros abusadores, e aí eles vão ter de se explicar. Se não explicarem, devem ser impedidos e demitidos.”

“Não há a quem recorrer”, ressaltou. “A cúpula do STF já disse que não vai fazer nada. Nós já representamos à PGR, que ainda não se manifestou. No caso de Alexandre de Moraes, ele já se manifestou e arquivou. E, muito provavelmente, o PGR também vai passar pano nessa questão do Dias Toffoli.”

+ Leia também: “Suspeito de corrupção, sócio do Master teve aval do BC”

Por fim, o deputado quer que o Congresso concentre esforços na abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Banco Master.

Para ele, as suspeitas envolvem muito mais do que conflito de interesses ou tráfico de influência, incluindo indícios de “corrupção, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, e cooptação de agentes públicos”.

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