Diretor da Anvisa reafirma cautela para aprovar vacinas

O governador João Doria anunciou a imunização dos brasileiros de São Paulo antes do órgão sanitário aprovar a CoronaVac
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O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, informou que a vacina de Oxford não foi responsável pela reação adversa em voluntário do teste no Reino Unido | Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, informou que a vacina de Oxford não foi responsável pela reação adversa em voluntário do teste no Reino Unido | Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado | vacina contra covid-19, vacina de oxford, universidade de oxford, aztrazeneca, anvisa, antônio barra torres, mielite aguda

O governador João Doria anunciou a imunização dos brasileiros de São Paulo antes do órgão sanitário aprovar a CoronaVac

presidente da anvisa
O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra, em evento promovido pela agência | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, garantiu que o órgão não atropelará etapas para aprovar uma vacina contra a covid-19. Além disso, Torres afirmou que não vai estipular datas. “Nenhuma das quatro [vacinas em desenvolvimento no Brasil] deu entrada em documentos de registro. Por isso, não temos sequer os protocolos para serem analisados”, explicou Torres, em entrevista à rádio Jovem Pan, na segunda-feira 7. “Antes de verificarmos estes protocolos de registro, precisamos acessar os documentos dos estudos clínicos referentes à fase três dos testes. No entanto, estes estudos ainda não se encerraram”, acrescentou o diretor da Anvisa, ao mencionar que o registro de uma vacina contra o coronavírus demanda, no mínimo 60 dias.

Interpelado sobre a decisão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de anunciar a imunização para 25 de janeiro de 2021, Torres rebateu sem mencionar o tucano: “Nunca fixei um mês e muito menos um dia [para aprovação da vacina]. Então, para aqueles que assim o fazem, eu desejo ‘boa sorte’. Enquanto isso, continuaremos trabalhando com o mundo real, o mundo científico. Se for possível antecipar, que bom, será antecipada. Mas se não for, será pelo bem da população. [A vacina] virá no menor e melhor tempo possível, mas não há condições de apontar um dia ou um mês”, destacou. Conforme noticiou Oeste, Doria quer impor a CoronaVac (conhecida na internet como “vachina”) aos brasileiros de São Paulo e criticou o plano do Ministério da Saúde que prevê vacinar as pessoas em março.

Leia também: “A verdade sobre a ‘vachina'”, reportagem publicada na edição n° 32 da Revista Oeste

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2 comments

  1. Sensato e inteligente, o presidente da Anvisa deu um show na audiência virtual que fez com Dimas Covas convocada pelo Congresso, a ponto de elogiar o trabalho do inútil senador Randolfe Rodrigues. Achei estratégico o elogio, para sossegar esse famoso senador, que foi sempre contra todas as reformas e ainda move ações no STF contra as legislações que não gosta, e especialmente aquelas que demandam deste governo.

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