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Política

Eduardo grava vídeo em inglês e pede ação de Trump

Ex-deputado defende sanções previstas na Lei Magnitsky e amplia ofensiva internacional contra decisões do STF

Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro atualmente mora nos EUA com sua família | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro divulgou nesta quarta-feira, 17, um vídeo em inglês direcionado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na gravação, publicada nas redes sociais, o ex-parlamentar pede sanções contra autoridades brasileiras e volta a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na legenda da publicação, Eduardo afirmou que o mundo precisa conhecer o que ocorre no Brasil e pediu que seus seguidores compartilhassem o conteúdo. O ex-deputado vive atualmente nos EUA com a família.

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Durante o vídeo, Eduardo defende a aplicação da Lei Magnitsky, legislação norte-americana que permite sanções contra cidadãos estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Entre as medidas previstas estão o bloqueio de bens em território norte-americano e restrições para obtenção de vistos.

A manifestação ocorre um dia depois de a 1ª Turma do STF condená-lo a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo suposto crime de coação no curso do processo. Os ministros acompanharam por unanimidade o voto do relator, Alexandre de Moraes.

Depois da decisão, Eduardo afirmou que tomou conhecimento do resultado pela imprensa e alegou não ter recebido citação formal no processo.

Trump comenta caso durante reunião do G7

O vídeo também foi divulgado depois de Trump mencionar o caso de Eduardo Bolsonaro durante compromissos ligados à cúpula do G7.

O presidente norte-americano criticou a situação política brasileira e manifestou apoio ao aliado. Trump mencionou declarações recentes de Eduardo nos EUA e classificou o cenário brasileiro como preocupante.

Antes do julgamento, a Defensoria Pública da União tentou adiar a análise do caso. O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho sustentou que a atuação de Eduardo nos Estados Unidos fazia parte da atividade política do ex-parlamentar e não configurava tentativa de constrangimento às autoridades brasileiras.

A 1ª Turma do STF, entretanto, rejeitou os argumentos da defesa e manteve a condenação por unanimidade.

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