Desde o segundo semestre de 2025, o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro enfrentam uma sequência de reveses. Houve episódios que vão de investigações a medidas extremas no sistema financeiro. Nesse cenário, uma nomeação feita pelo presidente Lula alterou o clima no mercado e pode favorecer os interesses do banco.
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Na terça-feira 6, o governo indicou Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O jornal O Globo avaliou o gesto como um alívio para o banco e para Vorcaro, diante do histórico do advogado na autarquia.
Histórico de decisões a favor do Master na CVM
Lobo já integrou o colegiado da CVM e, em diferentes momentos, tomou decisões favoráveis ao Master. Um dos casos mais citados envolveu a dispensa da oferta pública de aquisição da Ambipar, medida que contrariou pareceres técnicos e um voto já registrado pelo então presidente do órgão.
Em outros processos sensíveis, Lobo pediu vista e adiou julgamentos de interesse do banqueiro. Entre eles, estava a análise de um termo de compromisso apresentado pelo Master e por Vorcaro para encerrar apurações sobre possíveis falhas em fundos de investimento, como o Brazil Realty.
Ainda segundo O Globo, a proposta ficou sem deliberação por cerca de sete meses. O colegiado só analisou o caso em 2 de dezembro, quando o banco já havia entrado em liquidação. Na ocasião, a CVM rejeitou o acordo.
O advogado construiu sua trajetória com apoio político relevante. Ele assumiu uma diretoria da CVM em 2022, e agora foi escolhido para presidir a autarquia sob Lula. Em ambos os momentos, contou com respaldo de líderes do Centrão, como Davi Alcolumbre e Ciro Nogueira, além de empresários influentes, entre eles Joesley Batista.
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