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Política

Instituto Liberal é contra a indicação de Jorge Messias ao STF

Entidade afirma que nomeação é para uso político da Corte

Jorge Messias e Lula da Silva: indicação por conveniência, diz entidade | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Jorge Messias e Lula da Silva: indicação por conveniência, diz entidade | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Instituto Liberal (IL) manifestou-se contrário, nesta segunda-feira, 15, à indicação de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A instituição contestou do mesmo modo a reação do Senado Federal ao processo. Para a entidade, o episódio vai além de uma controvérsia circunstancial. Em sua análise, ele evidencia um “enfraquecimento dos princípios republicanos que deveriam nortear a escolha de ministros da Corte”.

Conforme o Instituto, a indicação do atual advogado-geral da União reforça a percepção de uso político do STF. O texto sustenta que a escolha de Messias baseia-se em critérios de lealdade pessoal ao presidente Lula da Silva. Mais do que uma trajetória jurídica, o contexto caracterizaria principalmente uma nomeação de caráter personalista e associada a um projeto de poder. Para o IL, práticas desse tipo comprometem sobretudo a independência do Supremo e empobrecem o debate institucional.

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Para o Instituto, prevalece critério de lealdade a Lula

A publicação também faz referência a editoriais recentes do jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com o Instituto Liberal, análises consideradas corretas quando lidas isoladamente revelariam incoerências quando observadas em sequência. 

Na visão da entidade, essas contradições ajudam a explicar a deterioração da discussão pública sobre o papel das instituições e os critérios que deveriam orientar a composição do STF.

Leia mais: “Entre indicações e negociatas”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste

O texto ressalta ainda o papel do Senado Federal, responsável por submeter o indicado à sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da votação em plenário. Para o Instituto Liberal, essa etapa não deve ser tratada como mera formalidade. 

A entidade defende que os senadores têm o dever constitucional de exercer controle rigoroso sobre as indicações, podendo rejeitar nomes que não atendam a critérios técnicos e institucionais. “Em uma República, cadeira de ministro não pode seguir a mesma lógica de cargo de confiança”.

Leia também: “O tribunal do PT”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste

Fundado em 1983, no Rio de Janeiro, por Donald Stewart Jr., o Instituto Liberal se define como uma organização dedicada à difusão e à defesa do liberalismo em suas diversas vertentes teóricas. Atualmente, a instituição atua na publicação e tradução de obras sobre o tema, além da promoção de eventos e cursos voltados à formação e ao debate de ideias liberais.

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