Campanha contra Rodrigo Maia na internet é bem-sucedida

Aborrecidos por causa das intromissões do Congresso no governo Bolsonaro, internautas reagem; presidente da Câmara sinaliza recuo
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Foto: Lula Marques
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Aborrecidos por causa das intromissões do Congresso no governo Bolsonaro, internautas reagem; presidente da Câmara sinaliza recuo

Para retaliar o governo, Maia chegou a dizer que não aprovaria iniciativas do Planalto
Foto: LULA MARQUES/AGÊNCIA PT
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Descontentes com as interferências dos Poderes Legislativo e Judiciário no governo Jair Bolsonaro, manifestantes de oito Estados mais o Distrito Federal se organizaram em carreatas para protestar no domingo 19 contra parlamentares do Congresso e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as reivindicações estava a flexibilização do isolamento social.

O alvo favorito das manifestações, que ocorreram nas ruas e na internet, foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Dois dias antes, ele e Bolsonaro haviam trocado farpas por causa da aprovação do auxílio bilionário para ajudar os governadores que decretaram o isolamento social — no Twitter, mais de um milhão de pessoas pediram “ForaMaia”.

Pouco depois de encerradas as manifestações de domingo, uma bomba explodiu: o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) denunciou um golpe acordado entre Maia e a oposição para derrubar o presidente da República. Imediatamente, as bases de apoio de Bolsonaro subiram a hashtag “FechadosComBolsonaro”, que conseguiu 463 mil engajamentos.

Para retaliar o governo, Maia garantiu que não aprovaria as iniciativas do Planalto, salvo aquelas relacionadas ao combate à pandemia de coronavírus. Anteontem, em reação a essa medida, o segundo maior ataque ao presidente da Câmara se concentrou na hashtag “MaiaInimigoDoBrasil”. A frase registrou 513 mil perfis tuitando sobre ela.

A ofensiva nas redes sociais surtiu efeito: o presidente da Câmara voltou atrás e afirmou que pautará determinados projetos do governo federal. Por outro lado, Bolsonaro dobrou a aposta e quer emplacar na chefia da Casa um aliado seu. Conforme noticiou Oeste, um dos nomes cotados para representá-lo é o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP).

Monitoramento Oeste

Foto: BLOGTREPRENEUR/FLICKR

Apesar de Maia recuar, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro continuam mostrando força na internet. Ontem, “MaiaTraidorNacional” somou no Twitter 273 mil engajamentos. Portanto, é o terceiro maior ataque empreendido comparado às hashtags mais recentes. Ocupou os trending topics por todo o dia e se manteve na liderança por aproximadamente três horas.

Paralelamente, “MaiaSabotador” mostrou bom desempenho, ao chegar aos assuntos mais comentados. Todavia, não passou da quinta posição e, no total, juntou 33 mil perfis envolvidos. Enquanto isso, Facebook e Instagram não apresentaram resultados à altura dos vistos no Twitter. E os esforços ficaram restritos a páginas ligadas à direita, bem como a apoiadores de Bolsonaro.

As notícias da imprensa tradicional limitaram-se à cobertura de sempre: “Maia é alvo de ataques”, “presidente da Câmara defende democracia”, e “Bolsonaro apoia atos antidemocráticos contra o Congresso Nacional”. Por outro lado, por meio de pesquisas a plataformas especializadas em monitoramento de notícias realizadas por Oeste, verificou-se que as matérias com engajamento futuro mais positivo, ou seja, as que têm maior chance de aparecer no Google, são as de cunho negativo a Maia.

No buscador, as pesquisas envolvendo o nome “Rodrigo Maia” aguçaram a curiosidade de todos os Estados brasileiros. Os termos relacionados são “Jair Bolsonaro” e “Roberto Jefferson”. No entanto, palavras-chave “golpe” e “corrupção” também estão associadas a Maia, que aparecem assim que o internauta procura por informações sobre o presidente da Câmara.

Diariamente, 4,7 milhões de usuários brasileiros fazem algum tipo de consulta no Google. Sendo assim, é uma plataforma de busca muito importante para a construção de reputações na internet.

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