publicidade
Política

Lewandowski demite diretor do Presídio Federal de Mossoró

Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou a dispensa em definitivo de Humberto Gleydson Fontinele Alencar

presídio federal mossoró ricardo lewandwski
Presídio Federal de Mossoró foi o primeiro do Brasil a registrar uma fuga | Foto: Divulgação/Ministério da Justiça e Segurança Pública

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o diretor da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), Humberto Gleydson Fontinele Alencar, que estava afastado do cargo desde fevereiro. A portaria de dispensa foi assinada na quarta-feira 3, e oficializada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 5.

Na terça-feira 2, o ministério concluiu investigação interna a respeito da eventual responsabilidade de funcionários públicos na fuga de Deibson Cabral e Rogério Mendonça, dupla da facção criminosa Comando Vermelho que havia escapado da cadeia em 14 de fevereiro. O órgão resolveu mover processos administrativos contra dez servidores, mas concluiu que não houve corrupção, mas “falhas nos procedimentos carcerários de segurança”.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Atualmente, a penitenciária está sob os cuidados de Carlos Luis Vieira Pires. Ele foi nomeado como uma espécie de “interventor” pelo ministro Ricardo Lewandowski logo que a cúpula do presídio foi afastada.

Demissão de diretor e recaptura dos criminosos que haviam fugido do Presídio de Mossoró

Nesta quinta-feira, 5, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal recapturaram os foragidos. Cabral e Mendonça foram cercados em uma ponte em Marabá, no sudeste do Pará. Além deles, quatro comparsas foram presos.

Polícia Federal prendeu mais um suspeito de ajudar os fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (RN).
Rogério e Deibson: dupla fugiu da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) | Foto: Reprodução/Secretaria Nacional de Políticas Penais

De acordo com Lewandowski, os detidos formaram um “comboio do crime” para tentar escapar do Brasil. Inicialmente, um dos criminosos ameaçou reagir ao apontar um fuzil para os policiais, mas desistiu.

Leia mais

Cabral e Mendonça foram levados de volta a Mossoró. De acordo com o ministro, a penitenciária passou por uma reestruturação de seus equipamentos de segurança. Além disso, ocorreu uma revisão dos protocolos para evitar novas fugas.

A fuga que ocorreu na Penitenciária de Mossoró é inédita no sistema penitenciário federal, criado m 2006. Os dois criminosos ficaram foragidos por 51 dias. As buscas foram responsáveis por gastos de R$ 2,5 milhões por parte do governo federal. Apesar disso, Lewandowski definiu como “vitória” o desfecho do caso.

A lentidão nas buscas motivou desgaste para o governo Luiz Inácio Lula da Silva e para Lewandowski, que havia acabado de assumir a pasta. Ele substituiu Flávio Dino, que foi para o Supremo Tribunal Federal.

Leia também: “A fuga de Mossoró explica o Brasil“, reportagem de Rute Moraes e Silvio Navarro publicada na Edição 210 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

1 comentário
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Tive notícia que o diretor desse presídio não foi demitido e sim, promovido. Caiu para cima, como costumam dizer.. Mas essa internet é cheia desse tipo de notícia que nunca sabemos serem verídicas, enfim.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.